quarta-feira, 8 de abril de 2026

O insustentável fardo do não ser...

Outro dia eu li numa numa dessas redes sociais da vida de um daqueles brasileiros que esbarramos no dia a dia uma frase que bem os define. “Eu não me preocupo com isso, a vida não é só política”. Será?

Eu perguntaria em que canto da vida a política não está presente? No trabalho e nas suas relações, no empreendedorismo ou no desemprego? Na saúde ou na falta dela? Na educação ou na sua ausência? Na segurança pública, no assalto, estupro ou feminicídio? No lazer, nas viagens ou no rolê? Na cultura ou na falta dela? Na revolução tecnológica ou em quem tem acesso a ela? No namoro, na trepada (desculpem os puritanos), no casamento ou na separação?

Eu diria que a política só não é importante para quem transfere para os outros todas as decisões de sua vida. O assunto por muitas vezes é indigesto, mas é mais espinhoso ainda pela alienação, ignorância e descaso de muitos. A atitude ou falta de atitude de um reflete na vida de todos.

Essa mesma turma costuma usar a seguinte máxima: “político é tudo igual”. Muitos arrependidos em votar no Jair Bolsonaro usam essa frase para se isentar da responsabilidade da besteira que fizeram. Acabou qualquer argumento que justificasse a escolha deles. Reconhecer o erro e tentar aprender? Nem pensar! O Jair é ruim porque todos os políticos são assim, por isso na próxima eleição votam no Flávio, o seu espelho e herdeiro. Isso é piada? Não, o brasileiro que o é!

Esse tema me remete para o que considero o pior tipo de analfabetismo. Apesar da grande redução, ainda há no Brasil cerca de 9 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. São brasileiros vítimas de um sistema educacional elitista. 

Só que o analfabetismo político é a pior modalidade. Ele é o pai de todos os analfabetismos. Esse tipo de analfabeto é uma bomba-relógio ambulante, mal informado e manipulado, não sabe nada, acha que entende de tudo e suas escolhas políticas além de não os beneficiarem  prejudicam a vida de todos, menos de uma pequena e super-rica elite, é claro.

Há hoje no mundo o triste avanço da extrema-direita. Por aqui encontramos no bolsonarismo a sua versão tupiniquim. Essa extrema-direita com nomes e ideias que nada ficam devendo ao nazismo. Ou alguém em sã consciência acha que as invasões de países e genocídios de inocentes e crianças promovidas por Trump e Netanyahu os tornam muito diferente der Führer? E olhem que me refiro apenas aos desmandos políticos do cidadão, nem estou relatando os absurdos criminosos que o Laranjão e seu amigo Epstein cometiam, em suas vidas privadas, com crianças e meninas adolescentes. Pelo que me consta, nisso ele supera até o próprio Hitler.

Por isso, talvez além de política, o brasileiro precisasse também estudar um pouco de história. Nem vou falar de economia, apesar da importância dela na nossa vida, porque aí já é coisa de maluco mesmo. Se bem que tem muito brasileiro virando “doutor em economia” aprendendo com páginas "especializadas" como fofoquei, alfinetei, fakenewsnei e com o bom e velho grupo de zap das tias…

quinta-feira, 5 de março de 2026

A trip nordestina, o sono dos desiguais e os ares da praia e do interior…

Nessas férias decidimos fazer uma viagem, parte aérea e terrestre, com roteiro para destinos no bom e velho nordeste brasileiro. O trecho de avião foi de Sampa até Recife. Na terra de Kleber Mendonça Filho, o pai do Agente Secreto, aluguei um carro e subi até o extremo norte do Rio Grande do Norte, em São Miguel do Gostoso. Ida e volta, foram 1.400 quilômetros, de asfalto e terra, por três estados diferentes, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Várias vezes já tinha viajado, a trabalho pelo Banco do Brasil, de São Paulo para Brasília no chamado “voo do padeiro”. Esse voo partia de Congonhas às sete horas da manhã. O aeroporto paulistano pela sua localização tem horário de funcionamento das 6 às 23 horas. O vôo do padeiro era portanto um dos primeiros a decolar. Talvez o “voo do banqueiro”, além de ser de jatinho e não de avião de carreira, tenha horário mais aprazível, mas isso quem sabe dizer é o Nikolas Ferreira. Enfim…

Mesmo a passeio nunca tinha tido a experiência de frequentar um aeroporto no meio da madrugada. Semana passada, com voo marcado para às 5 horas da manhã tive essa oportunidade. Por precaução, pela distância de 25 km da Capital, acabamos chegando às 3 horas da madrugada no Aeroporto de Guarulhos. Lá deparei com um verdadeiro dormitório público. Sem sono pelo excesso de café aquele cenário despertou, ainda mais, a imaginação deste agora cronista aeroportuário.

Corpos vestidos com roupas de boas marcas aconchegavam-se, sonolentos, nos bancos do imenso saguão. Mochilas kipling eram usadas como travesseiros, onde se acomodavam cabeças com modernos fones de ouvidos, cabelos loiros e olhos azuis, assim revelados os que ainda estavam abertos. Fiquei pensando se a mesma cena numa dessas rodoviárias da vida teria o mesmo glamour e classe. Nem em seus melhores sonhos o intrépido Padre Júlio encontraria “dormintes” públicos com toda aquela elegância. Essas situações sempre me lembram aquela máxima "filho de rico correndo é atleta, de pobre é ladrão...

Nada contra as pessoas entregarem-se aos braços de Morfeu num lugar público. Afinal sono é sono, independente de classe social.  Ainda mais se considerarmos a democratização das viagens aéreas realizadas, novamente, no governo Lula que, inclusive, facilita o acesso de mais gente a cochilos aeroportuários. Para o desespero de Paulo Guedes e da extrema direita em geral. Pronto, lá vem ele! A política e a economia invadiram o saguão do aeroporto! Agora ninguém mais dorme...

Mas meus caros e pacientes leitores, política e democracia são tão importantes quanto o ar que respiramos. E o Nordeste continua lindo, ensolarado e com bons e belos ares marítimos como sempre! Talvez isso favoreça as boas preferências eleitorais.

Da minha parte, como apaixonado paulistano, sim tem gosto e paixão para tudo, confesso que ando muito preocupado com as péssimas escolhas políticas, com raras e honrosas exceções, que os conservadores e reacionários ares do interior de São Paulo produzem para o meu estado! Ôxente!

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

As eleições, o orçamento secreto e a cara de pau revelada…

Houve um tempo que muito político picareta às vésperas de eleições virava “santinho”. Isso não só naqueles papeluchos de propaganda eleitoral. Mas também em ações e comportamento. Próximo das eleições procuravam defender os interesses da população ou pelo menos não prejudicar o povo. Era a chamada farsa pré-eleitoral. Eleito esquecia promessas e projetos sociais. Era assim até a criação do chamado “Orçamento Secreto”. Era!!

Depois do orçamento secreto e das chamadas emendas Pix, o legislativo deixou, por assim dizer, de se preocupar com a opinião do eleitorado. O tal do orçamento secreto é na verdade uma prática legislativa brasileira iniciada em 2020 para destinação de verbas do orçamento público a projetos definidos por parlamentares sem a devida identificação. A caracterização como "secreto" surgiu na mídia, justamente, devido à falta de transparência quanto aos valores individuais de cada repasse e dos nomes dos parlamentares envolvidos.

Ano de 2020 né? Governo bolsonaro né? Não por acaso, né!! Encurralado pela volumosa quantidade de pedidos de impeachment em razão da sua gestão criminosa na pandemia, Jair Messias Bolsonaro entregou a “chave do cofre” ao então presidente da Câmara legislativa, Arthur César Pereira de Lira em troca do engavetamento de inúmeros pedidos de impeachments. Nome e sobrenome aos bois! Aliás, por falar em bois, o “gado bolsonarista” deveria pesquisar o assunto. Não no zap da tia, é claro!

Hoje combatendo essa praga temos, quase que solitariamente, o que este cronista secreto considera um dos mais inteligentes, íntegros e competentes servidores públicos deste País, o ministro do STF, Flávio Dino de Castro e Costa, esse merece nome e sobrenome por honraria! Digo solitariamente porque a grande mídia patronal não dá muito destaque e apoio ao trabalho do ministro. Ilustre botafoguense!

A grande mídia prefere fazer campanha presidencial do CEO de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Aliás CEO das milícias cujas grandes realizações se resumem a criação de pedágios, a privatizações de patrimônio público rentável por valor inferior ao seu preço real, em tabelinha com a Faria Lima, e entrega de poucas obras públicas realizadas predominantemente com recursos federais. E, ainda, com toda cara de pau, fala em entrega do Rodoanel, obra com a marca dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin.

Em 2025 o total do orçamento secreto, sabe-se o valor mas não sua destinação, atingiu 1,26 bilhão de reais. O que é mais cruel é que isso é subtraído do orçamento da saúde, educação e outras áreas sociais. Em nenhum país do mundo, o Congresso “sequestra” tanto do Orçamento Público. O executivo é eleito para controlar o orçamento e o legislativo para legislar e fiscalizar, não para tomar dinheiro público e manter currais eleitorais. Ai haja shows sertanejos em cidades que nem têm serviços públicos essenciais decentes.

Por isso, apesar das grandes manifestações públicas,  como aconteceram em 2025, o Congresso continua virando as costas para pautas populares, como redução de jornada de trabalho e muitas outras. Dedica-se apenas a aprovar, na calada da madrugada, anistia para golpista e blindar seus integrantes de investigação de crimes. 

O “congresso inimigo do povo” conta em se reeleger despejando o orçamento secreto em seus currais eleitorais sem se preocupar com a avaliação do eleitorado nacional. Sim, meus secretos e declarados leitores, como se não bastasse tudo que sabemos, temos mais essa maldita herança bolsonarista. Depois alguns (per)seguidores acham que eu não gosto do genocida só porque o cabra tentou me matar… Oxi!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A arte, irmã gêmea da subversão…

A repressão e a ditadura foram, são e serão sempre “dribladas” pelo verdadeiro talento artístico. A arte com sua essência inquieta e contestadora é inimiga mortal dos regimes fascistas. 

A ditadura brasileira dos anos 60 que "nos deu de presente" a genialidade de Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre outros, agora, em sua recaída dos anos de trevas do bolsonarismo, nos põe, de novo, diante de uma espetacular safra do cinema nacional.

O sentimento e a motivação de atores e diretores ficam escancarados em suas falas pós-premiações. Mais do que retaliações e revanches, que também são, pontua-se nas declarações os fatos, revezes e as lições que devem ser tiradas. Conta-se a história assim como se fosse exorcizar demônios. Como disse Kleber Mendonça Filho é uma espécie de catarse. Gosto dessa palavra pois ela tem o sentido de pirraçar o sofrimento causado, assim como rir da cara da morte e das trevas…

Sim trevas, sem exagero ou força de expressão. Época que se combate a arte e o verdadeiro talento. Pois sabem os tiranos o perigo que a manifestação artística representa para quem vive de mentiras, mediocridades e preconceitos, sejam eles morais, religiosos, raciais ou estéticos. 

Consideram os ditadores/golpistas, como vimos nos anos bolsonaro, arte as manifestações bajuladoras e sem conteúdo de cantantes de uma geração “sertaneja” que jogou no esgoto a verdadeira, e respeitável, independente de gostos, cultura do sertão e do interior.

Mas o verdadeiro talento não é consentido nem acéfalo, é contestador, pensante e cheio de ginga. E o cinema, assim como a geração de ouro de nossos poetas/compositores, dá agora com Kleber uma “caneta no meio das pernas” da extrema-direita que já o marcava, com censura e truculência, desde o seu Bacurau. 

Assim como já fora driblada, ano passado, por Fernanda, Selton, Marcelo e Walter. E aí drible e ginga de corpo é o que não falta no talentosíssimo ator baiano Wagner Moura!

Dito e comemorado isto, fica o alerta da jornalista Manuela Carolina Borges, hoje no ICL, “enquanto o Agente Secreto conta ao mundo os horrores da ditadura, o congresso tenta anistiar golpistas saudosos dos militares”

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Economia, política, religião e polícia, o cantor gospel que virou banqueiro...

A propósito do escândalo do Banco Master resolvi rabiscar sobre economia. É minha área de formação e atuação, por que não escrever? Assim tinha que falar de política, sua irmã siamesa, minha outra paixão. Aí me dei conta que envolvia além de economia e política também polícia e religião. Todos assuntos que alguém de bom senso não deve discutir… Sendo assim lá vem o desajuizado cronista multiuso, de botequim!


A trajetória do dono do Banco Master começou com ele trabalhando para a empresa imobiliária de sua família, que investia em hotéis e projetos de desenvolvimento. Herdeiro de família milionária estudou economia e graças ao bom relacionamento do clã Vorcaro com a família do pastor da igreja evangélica de Alagoinhas (MG) acabou virando apresentador de programa gospel.  Benzadeus! 

A bloomberg assim o trata: “Outrora apresentador de um programa gospel em rede de TV regional, ‘de repente’ ele se ‘misturava’ à elite bancária do país, com festas luxuosas noticiadas por colunas sociais, enquanto acumulava um tesouro de ‘trophy assets’ pelo mundo” . Ah o mercado financeiro… cheio de anglicismo e afetações, ‘trophy assets’ que ao pé da letra traduz-se “ativos de troféu” são simplesmente ativos (bens ou direitos) valorosos detidos por alguém.

A política entra nesse “jogo” em várias frentes, todas de extrema-direita. O BRB que é o banco estatal controlado pelo DF, cujo governador é um bolsonarista convicto, foi quem "socorreu" o já quebrado banco Master com a compra de carteiras (podres) por R$12,2 bilhões. A compra de carteiras é uma operação estruturada normal entre bancos, só que depois de avaliação financeira da qualidade desses ativos (direitos a receber) negociados. No caso do Master repito carteira sem lastro (podre)!

Aqui pelos lados de Sampa, um dos maiores doadores da campanha do bolsonarista governador de SP (aquele louco para visitar o genocida) é cunhado do dono do Master. Além disso, numa de suas privatizações (moeda de troca por apoio político $$$ de especulador financeiro) o miliciano aplicou parte do produto da venda da estatal EMAE em CDBs de banco do conglomerado Master.

Já o primeiro mandatário do Errejota, o bolsonarista que não gosta de bandido pé de chinelo, é claro, aplicou R$2,6 bilhões da Rioprevidência - Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro no banco do Vorcaro, afinal bandido rico o Castro estima! Aliás o católico “fervoroso” governador do Rio gosta de ir à missa após chacinar pobres, bandidos ou não, para agradecer pelos amigos ricos que tem, bandidos ou não… 

Finalmente, lá pelas bandas de Brasília, o Master é conhecido como o "Banco do Centrão" (aquele grupo político formado pelo PL e outros partidos da coligação bolsonarista). Essa alcunha se deve as ligações desses políticos com o banco do mega ou master escândalo financeiro de mais de R$40 bilhões.

Como eles resolvem esse imbróglio? Com o cacique Cara de Areia Mijada, da aldeia de São Paulo, mandando para o Bando Nacional ops Congresso Nacional seu capacho, pajé matapobre,  para relatar a PEC da bandidagem 2, que amarra e tira poderes e recursos da PF. Não disse que ia falar de polícia? Afinal haja "mocinho" pra tanto bandido...

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Entre Marx e Lemann

Eu já rabisquei bastante sobre a escola econômica neoliberal, até para combater seus defensores, alguns que conheço bem. Já certos leigos acham até que economia é neoliberalismo. A “charmosa” Faria Lima, replicada pela grande mídia, são as culpadas por essa “impressão”. Falemos então de outras escolas econômicas, inclusive das concorrentes ao neoliberalismo.

Ao escrever sobre a escola econômica neoliberal até já citei a sua irmã mais velha, a monetarista, que foi aplicada pelo longevo czar econômico Delfim Netto entre os anos de 1967 e 1985. Talvez o civil mais cortejado pelos fardados. Passado? Sim, acredito que não precisamos viver determinado tempo para saber sobre ele. Apesar do mito, estudar não dá dor de cabeça!

Para os monetaristas a oferta de moeda é um fator-chave para determinar o nível de atividade econômica e a inflação em uma economia, maior preocupação dos economistas dessa escola. De acordo com eles, um aumento excessivo na oferta monetária causa inflação. Como por exemplo aumento de salários é visto como risco inflacionário. Já ouviram isso, né? A pretexto de conter a inflação, monetaristas e neoliberais têm verdadeiro fetiche por juros altos. Oficialmente para se conter o consumo e o consequente aumento de preços… só que há um pequeno efeito colateral, os juros altos melhor remuneram o capital dos mega investidores.

Assim como os neoliberais, os monetaristas defendem um “Estado mínimo”, com pouco poder na economia, para que se contenham os gastos públicos, pois na visão deles isso só serve para gerar inflação. Essas escolas são ferrenhas defensoras do Teto de Gastos e austeridade fiscal, que na prática serve para “travar” os investimentos em programas sociais, mas sem a mesma eficiência em relação à renúncia fiscal e benefícios para os chamados super-ricos.

No início do século passado, o trabalho do economista britânico John Maynard Keynes, deu origem a escola econômica Keynesiana, que muda fundamentalmente a teoria e prática da macroeconomia, bem como as políticas econômicas instituídas pelos governos. A teoria keynesiana defende a intervenção ativa do Estado na economia para estabilizar os ciclos econômicos, combater o desemprego, garantir o pleno emprego e a estabilidade econômica, especialmente em tempos de crise.

Já a escola desenvolvimentista, sua irmã caçula, prioriza o planejamento estatal de longo prazo, especialmente em países subdesenvolvidos, para promover o crescimento econômico e a construção de infraestruturas. O papel do Estado é central tanto na keynesiana como na desenvolvimentista, mas com focos temporais e estratégicos diferentes.

Observa-se, portanto, que ao contrário das escolas liberais e neoliberais, as escolas Keynesiana e desenvolvimentista enxergam no Estado o papel de indutor do crescimento econômico e, também,responsável por corrigir distorções, como concentração de renda, fome e desigualdades sociais. Já ouviram falar disso? E dos BBB, não os da globo mas os “não tributados”?

Maria da Conceição Tavares, João Manuel Cardoso de Mello, Celso Furtado, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, todos da UNICAMP, são verdadeiros mestres da escola desenvolvimentista que, meus queridos leitores já devem ter reparado, é a de preferência acadêmica e ideológica deste escriba. Mas questionem, busquem livros, informações e bibliografias sobre o tema. Se tiverem tempo leiam, para quem ainda não o fez, um alemão chamado Karl Marx, inspirador da escola econômica desenvolvimentista.

Economia, desculpem puxar a sardinha, é uma ciência estratégica e fundamental. Para os detentores do capital e dos meios de produção tanto faz médico, advogado, engenheiro, físico nuclear serem neoliberais, desenvolvimentistas ou até comunistas, mas formar economista neoliberal é questão de sobrevivência para eles. Senão vejamos.

A Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, o da “Americanas”, lembram?, é grande investidora em cursos de negócios, contabilidade societária e economia. A renomada Insper em São Paulo tem a Fundação Lemann como uma das suas principais controladoras. Entendem, agora, por que a “Faria Lima” e o Mercado são neoliberais convictos?

O rabisco é meu, a reflexão é de vocês… O meu perfil antigo do Facebook/Instagram já cassaram só espero que o blog não seja… afinal estou com material lá para o quarto livro…

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Remédio lírico, rabisco de café...

Surpreendente e intrometida
íntima e estranha ferida
sorrateira... não dá aviso nem sinal
seja por gosto ou desgosto
por bem ou por mal

Se faz presente quando já era passado
misteriosa mas não desconhecida
arrepio de morte por excesso de vida
escancarada reação dum segredo guardado

Inquieto movimento num instante parado
contradiz a razão
remexe o coração
altera cor, temperatura e pressão

Tão sufocante que sequestra a respiração
e os pensamentos a ela cativos
mesmo nocivos
relutam e transformam ansiedade em criação...

sábado, 23 de agosto de 2025

A Ditadura do Novo e seu efeito colateral…

Toda e qualquer ditadura é imposta para beneficiar os seus ditadores. Esse é o ditado! Porém, na “Ditadura do Novo” não é bem assim que acontece. Nesse caso, percebemos que são os novos e novíssimos as maiores vítimas do tal "regime ditatorial". O culto, a excessiva valorização e a adoração à juventude tem feito como vítimas as crianças, expostas, manipuladas e objetificadas pelos adultos ao seu bel-prazer.

Sim deve-se regular e responsabilizar as Bigtechs, que faturam muito em cima dessa exploração, mas não é só isso. Há alguma coisa desajustada na sociedade que permite isso. Sou bem crítico do modus operandi dessas plataformas. As últimas eleições nos EUA deixaram claro o engajamento das bigtechs com o nefasto regime de extrema direita.

E não é só lá que apoiam abominações do tipo do Trump. Essas divulgadoras de fake news e censoras de vozes democráticas atuam beneficiando a extrema direita mundo afora. Temos nosso exemplo local, o sujeito que essa semana gabaritou o código penal com a denúncia de lavagem de 44 milhões de reais.

Ocorre que além das aberrações políticas, as bigtechs alimentam também outros tipos excrescências como a permissividade, bem remunerada é claro, com a exploração de crianças nas suas redes. Mas é aí que quero chegar. Plataformas e exploradores de crianças só se “dão bem” em face de uma sociedade em que a pedofilia é só efeito colateral do doentio culto da juventude, do novo e cada vez mais novo.

As mulheres começam aos 40 anos a fazer harmonização facial, aliás desses "procedimentos" nem os tiozões têm escapado, as mulheres de 30 anos já fizeram cirurgia plástica, as de 20 aninhos já colocam botox e com pouco mais de 10 anos passam batom para fazer caras e bocas e mostrarem os corpinhos infantis no tik tok.

Além disso, extrema-direita política, bigtechs, influenciadores e coachs preparam as crianças para desprezarem os estudos e a escola, ensinam os jovens a execrarem faculdade e trabalho formal. Cruz credo CLT! Inteligência, conhecimento e ciência são “caretices” para quem foi adestrado para ser influenciador digital e ganhar dinheiro fácil. SQN

É óbvio que a extrema direita interessa formar gerações alienadas, sem espírito crítico e capacidade de contestação. Esse perfil de jovens é moldado pelas bigtechs, influencers, coachings e picaretas que se prestam a isso. E a sociedade bestificada e influenciada pela "ditadura do novo" com seus padrões fúteis e superficiais,  rígidos critérios de beleza e falta de escrúpulos não tardará a buscar nos berçários o objeto de seu desejo.

sábado, 24 de maio de 2025

Frankenstein e o jovem time de neurocirurgiões… A Saga!

Minha avó, dona Genoveva, dizia que “quando a cabeça (juízo) não ajuda as pernas que sofrem”.  Só que às vezes a cabeça também padece. Do meio do ano passado para cá passei a ter frequentes e cada vez mais fortes dores de cabeça. Quando finalmente resolvi ir ao médico, ele diagnosticou como enxaqueca. Segundo ele, a insônia crônica seria um dos seus gatilhos.

Depois de muitos remédios e pouco resultado, o médico pediu uma ressonância magnética do crânio e da cervical. Só achei que faltou das pernas… Enfim feito o exame, uma surpresa. Tinha um tumor entre primeira e segunda vértebra, na ligação da cabeça à coluna cervical. Bom estava explicado, um parafuso a menos e um tumor demais. Fui encaminhado a um neurocirurgião. Só o título já dava “frio na espinha” ou vertebras...

Por indicação fui ao hospital anexo à Santa Casa de Sampa. Médico e hospital atendiam meu convênio. Pesquisei currículo, 70 anos de idade, professor e doutor pela Santa Casa. A consulta, dia 18.12.2024, foi tensa. Mas tudo bem, os cirurgiões são frios, como exige a especialidade e então relevei. Mesmo quando ele disse, secamente, o que eu estava esperando para operar? Ficar paraplégico? pois, segundo ele, o tumor estava “colado” na medula óssea. Ou morrer de falta de ar? pois o tal de bulbo poderia ser afetado pelo tumor! Falei que não estava esperando nada para operar, estava ali para isso. E ele “decretou” que teria que ser já no começo de janeiro. Como refresco ganhei a informação de que 90% desses tumores são benignos.

Usei contatos no Banco do Brasil, sindicato e o gerente regional do meu convênio conseguiu em tempo recorde a autorização. A cirurgia foi marcada para o dia 24.01.2025. Fui informado que o procedimento estava autorizado e que apenas o consultor médico do convênio, estava tentando um contato com o neurocirurgião, e que isso era praxe, para esclarecer alguns pontos de uma extensa lista de 35 materiais que ele tinha solicitado. Tinha broca, mandril e parafuso. Creio eu que ele gostaria de colocar o que estava faltando.

Cheguei a ir pessoalmente ao hospital Santa Izabel, falei na recepção, internação e ouvidoria. Expliquei que o convênio não tinha resposta e que, por favor, me fornecessem o celular do médico, aquele catedrático que tinha dito que a cirurgia era grave e urgente. O máximo que consegui foi a informação da ouvidoria do nosocômio de que “o ““profissional”” teria afirmado que não daria qualquer explicação para o convênio e que só operaria nas condições exigidas por ele”.

Diante da negativa do médico, em apenas conversar, o convênio teve que cancelar na véspera da cirurgia, dia 23.01, a autorização. Porém, tive a promessa do gerente regional da Cassi (convênio) de transferir a autorização para o médico e hospital que eu indicasse, conveniados, é claro!

Longa a história, né meus pacientes leitores? E creiam é uma sinopse da saga, a que me levou de volta ao hospital Nove de Julho. Aquele no qual, em 2021, eu tinha nascido de novo depois de 40 dias internado, 30 dias na UTI, sendo 17 entubado. Tudo isso pela negação da vacina contra covid pelo genocida. 

Na consulta no “9J” com o jovem neurocirurgião de 34 anos, que me havia sido sugerido, me senti à vontade para perguntar o que causava aquele tumor. Ele respondeu que era uma “aleatoriedade celular” que podia ocorrer com uma criança ou qualquer pessoa.

Finalmente, realizada a cirurgia em fevereiro, noticiei a alguns amigos. Mandei junto uma foto do pós cirúrgico via whatsapp. Aliás recuperação bem punk, de novo! Mas enfim, como resposta de um deles recebi o seguinte comentário do zombeteiro Zé Reinaldo, “Vivas meu camarada, que bela notícia que tudo deu certo na cirurgia, você tá “bonitão” parecendo o Frankenstein”. Pronto, zombeteirismo conectado!

Sim o Frankenstein do Brás não o de Nápoles, teimoso e irrequieto, havia nascido pela terceira vez pelas mãos de meia dúzia de jovens neurocirurgiões, num “parto”, de mais sete horas, comandado pelo Dr Thales Bhering Nepomuceno, que nas horas vagas toca, ao piano, “Valsinha” de Chico Buarque. Tudo a ver né, meu Mestre?

sábado, 17 de maio de 2025

il poeta è nato l'uomo è creato

De quando em vez sonho em poesia
mas desperto, atento, em prosa e pira
assim…bem mais chumbo do que lira
puro pragmatismo menos fantasia

Mais concreta a prosa reflete o dia a dia
é urgente, por isso pragmática e imprescindível
trata de injustiças de barriga vazia
e, mesmo toda prosa, muitas vezes é triste
mas necessária, ela, com humor e ironia, ainda insiste!

A prosa é compromisso com a vida
com as ruas, as pessoas, tudo que é social e externo
A poesia, menos discreta, não está na lida
perdida no mundo interno
talvez nem ao alcance de qualquer um

Textos e versos, até podem se completar
ainda que possa não ser essa a intenção
uma ruidosa na alma outra silenciosa no ar
prosa é cura poesia é salvação…

quinta-feira, 1 de maio de 2025

O Dia do trabalhador, o vampiro e a reforma trabalhista...

Após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, uma onda neoliberal inundou o Brasil tal qual um tsunami. A guinada à direita foi tão grande que quase morremos afogados num mar de extrema-direita.. E isso não foi por acaso! O golpe estava aí, acreditou ou ainda acredita, pior ainda, quem quer…

Eu peço, desde já, desculpas aos meus fiéis leitores, mas vou precisar falar de política, de novo! Afinal relações trabalhistas, sociológicas, de mercado e economia, compra ou não de vacinas, ocupação de UTIs cinematográficas e tudo mais que vocês pensarem, até a cor da camisa da seleção brasileira, passa pela análise de decisões das ciências políticas. 

É fato que o fenômeno “direita volver” não é privilégio do Brasil. E têm mais de uma explicação, de acordo com questões geopolíticas. Essas questões que envolvem a análise da inter-relação entre a geografia, história, política e economia de cada país ou região, influenciam a posição deles no cenário internacional.

No caso da Europa o recrudescimento da extrema-direita se deve à reação dos nativos, populações estáveis economicamente, às correntes migratórias de refugiados de guerra e populações carentes vindas do Oriente Médio e África. O cidadão europeu se sentiu ameaçado por esses imigrantes “indesejados”. Dessa forma, lá na Europa a extrema-direita navega nas ondas da xenofobia. 

Os EUA apresentam outro figurino de extrema-direita. Lá temos um país de dimensões continentais no qual convive parte da população progressista e desenvolvida, como de Nova Iorque, Washington, Califórnia, Los Angeles e Seattle com outra, conservadora e de direita, dos estados do meio oeste, como o Texas, Virgínia, Missouri, Kansas e outros. Enfim o norte-americano médio tem a prepotência de quem se acha o xerife do Planeta. Nacionalista e conservador elegeu duas vezes o maior representante de extrema-direita do planeta, Tio Donald Trump. Eleito, diga-se de passagem com o apoio maciço dos novos ricos das Big Techs.

Finalmente outro modelo de extrema-direita é o brasileiro. Aqui a elite conservadora manipula o povo, via mídia patronal e nichos como os da Faria Lima, do agronegócios, dos grandes rentistas e dos grupos religiosos. Esses se articulam para fazer das classes menos favorecidas massa de manobra. Nesse quesito encontramos nas terras brasilis uma espécime rara, a do pobre de direita, destros pauperis. 

Por aqui, a direita após golpear Dilma,  instituiu a reforma trabalhista do “patrão”,  na gestão do vampiro Temer e depois da previdência na indigestão do genocida. A reforma trabalhista  "flexibilizou" direitos trabalhistas através da precarização das relações de trabalho. Criaram a figura do “pejotizado”,  contratado via CNPJ. A esses “autônomos” venderam a tese de que o valor que seria economizado com o não pagamento dos direitos trabalhistas seriam revertidos na forma de maiores ganhos para o pejotizado.

E ainda esse novo empreendedor seria “dono do próprio nariz”. O mesmo que se ele quebrasse ao cair da bicicleta “alugada” para entrega do IFOOD não teria previdência social, seguro saúde, licença-saúde para custear o reparo nasal, da bike de terceiros, nem o custeio no tempo parado.

Na verdade, a ultra e maquiavélica direita local “criou” a reforma trabalhista apenas e tão somente para desonerar o caixa do empregador das obrigações trabalhistas, sociais e previdenciárias e vendeu ao trabalhador a ideia de que ela seria para beneficiá-lo. Você acreditou? Eu nunca, mas há quem acredite nisso até hoje. O bordão passou a ser “ABAIXO A CLT”. E não faltam coaches para “venderem a ideia”. Junto, é claro, com uma aposta na “betzinha”.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Estojo Mágico

Um delicado estojo. De veludo vermelho. Nele ali guardado valioso tesouro. Misterioso, ambíguo e encantador. Natural e burilado. Sofisticado ou banal. Indispensável tal qual o bônus da sua ausência ocasional.
Os pensamentos!

Ali, no relicário, repousam. Deixados de lado, saudável e temporariamente, junto com suas expectativas, projetos, sonhos, delícias, temores, angústias e aflições. Com sua inteligência, astúcia e talento, arrogância, estupidez e ignorância.

A joia ali guardada, os pensamentos, é o exercício da razão. Nela sofrimento ou felicidade não são espontâneos, são produtos de análise e reflexão. Diretas ou na contramão. 

Esse inventado depositário seria uma espécie de descanso do exercício mental. Um oásis de sanidade. Longe da apologia da alienação, apenas revigorante abstração. Um ópio... 

Enquanto ali deixados  seria a mente governada pela simples contemplação. Desprovida de conceitos e rotulações. Apenas criativo ócio mental.  Disruptivo e desconectante. Bruto e brilhante.

Sem passado, sem futuro, só presente. Sim o estojo mágico seria o presente impensável para a mente...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Bolinhos de emergência...

Geralmente temos memórias afetivas de pratos e guloseimas da infância. Aquelas saudosas receitas caseiras de mães, ou de avós, que sempre nos acompanham pela vida. No meu caso foi já na idade adulta que comecei a colecionar memórias e recordações de iguarias. Foi de carona, com meus filhos, que descobri os dotes culinários da minha mãe. Eu diria que dona Eudette pelos netos dela até cozinheira se revelou.

Justiça seja feita, minha tia Marcela era muito boa de culinária, era por assim dizer a cozinheira da família. Eu me lembro bem de seu pavê de coco, tão espetacular que nunca conheci outro igual. Sim, era a minha tia do pavê. E foi na casa dela que eu fui criado. Porque as memórias visuais e sonoras da minha primeira infância, essas sim bem marcantes, me levaram para lá. Para morar com minhas primas, a dona Marcela e seu Antônio, o meu tio. Tio que se fizesse alguma piada do pavê da sua esposa o levaria pela fuça.

Sim a dona Marcela era brava, minha italianinha brava como já rabisquei em algumas dessas crônicas da vida. Contrastava, ainda bem!!, com a “calma” do seu Antônio, o palestrino das Minas Gerais. Ela fazia costura em casa “pra fora”, era a rainha do lar! Fosse o mineiro a atrever-se a desobedecê-la. “Ô trem bravo parece que não é mineira”, dizia ele, ao que ela retrucava: “Graças a Deus”!!

Já a sua irmã, dona Eudette, era o oposto. Trabalhava fora, sustentava a casa, era uma leoa da porta pra fora. Mas dentro de casa era difícil trombar de frente com seu marido. Cachaças, bares, delegacias, canas, hospitais, feridos e feridas conheciam bem a fúria descontrolada do seu Agripio. A antítese do pacato seu Antônio, mas que, ironicamente, também gostava da água que passarinho não bebe…

Mas enfim, cheguemos as minhas memórias afetivas culinárias! Sendo assim, lá vem, então, o cronista gastronômico de botequim! Já crescido, casado, ou melhor divorciado, levava eu “religiosamente” todo final de semana meus filhos à casa da minha mãe. E sentado à mesa, no chão, no sofá ou em qualquer lugar do "apertamento", empoleirado como criança ao lado do Xan e da Caru, eu degustava bifes à milanesa, macarrão com molho, drumets de frango, a folha de alface “sem caroço” que ela preparava para a neta dela junto com o tomate bem maduro, ao gosto do seu neto. Depois de 5 minutos… tinha pipoca! Ah mas o melhor estava por vir…

Antes cabe um registro, o pavê da “Amor aos Pedaços” (um dia vou cobrar todos esses merchans!) muito se aproxima, em termos de qualidade do da italianinha brava. Só não encontro por aí, os bolinhos de chuva da dona Eudette, que servidos depois de toda comilança ela carinhosamente chamava de bolinhos de emergência. Talvez porque em pedaço nenhum vai caber todo o amor daquela avó pelos seus netos.

sábado, 28 de setembro de 2024

Os incêndios e os bombeiros, as Bets e o Bolsa Família

Aqui nas terras brasilis detalhado estudo da ANTP (Associação Nacional dos Terraplanistas) concluiu que os culpados pelos incêndios são os bombeiros. Para tanto foram analisadas, sob ótica de fakenews e inteligências “superiores”, diversas amostras estatísticas, variáveis e discriminantes. Ora pois, qual é o fator comum presente em todos os incêndios?

Por essas pastagens durante 4 anos o governo anterior incentivou o desmatamento, para passar a boiada, debochou de preocupações ambientais e climáticas, extinguiu órgãos ambientais, armou grileiros, liberou agrotóxicos e determinou que o modelo predador do meio ambiente e da qualidade dos alimentos era o seu ideal de agronegócios. Pois para essa galera a eles cabe este latifúndio.

Devido a essas questões e outras, nas áreas econômicas, sanitárias, educacionais, legais, culturais, intelectuais e civilizatórias, que este cronista de meio ambiente de botequim não irá enumerar, o tal governo foi “destronado” pela maioria. Não vou elencar tais aspectos porque esta é uma simples crônica e não um parrudo romance de terror, que poderia muito bem ser escrito para descrever o governo do larápio de pobre e de orçamento público.

O governo que o sucedeu, além do espólio econômico e social herdou também as tempestades, a fumaça e a falta de bonança. Enfrentou uma das maiores tragédias climáticas já vista, que deixou praticamente um estado inteiro sob as águas. E agora lida com fenômenos de poluição e péssima qualidade do ar provocados por queimadas da “turma que passa a boiada”. Lembram? A ANTP não! Segundo a associação, a culpa é do bombeiro, ou da administração atual!

Novo fato vem agora “reforçar” as teses da ANTP. No mandato anterior ao do genocida, o do Vampiro, foram criadas umas tais de Bets. Que podia se chamar também Jld (jogatina para lavagem de dinheiro). O vampiro criou e deixou para o genocida regulamentar. Mas este deixou o jogo rolar e lavar… Sem regras, impostos, identificação da origem do dinheiro e dos seus donos. Enfim, a lavagem de dim dim foi liberada pelo Vampiro e correu solta com o homem das trevas. Até faz sentido, né?

Hoje após a explosão do escândalo das Bets, com denúncias e prisões, opa já soltaram!, chegou-se até a um nome ligado ao antigo governo. Latifundiário, passador da boiada, dono de jatinho e de iate que dá carona para ministro do STF que foi indicado pelo colecionador de jóias alheias. Coincidência né?

Mais ai... rapidamente o Banco Central, aquele dos juros altos, outro aliado do golpista (vão vendo o tamanho da capivara do ex!), divulgou a notícia de que os beneficiários do Bolsa Família, criado pelo governo atual, gastaram R$3 bi com Bets em agosto deste ano. Pronto, mudou-se o foco!

É óbvio que o Bolsa Família não é a solução dos problemas nacionais. Só apaga o incêndio. É um mal necessário para que parte da população não morra de fome enquanto espera que se invista no que pode mudar seu destino, a educação! Só que os governos de extrema-direita, como o do genocida, que por sinal aumentou em muito o número de famintos, o do vampiro e os da ditadura militar, nada investiram em educação. E a moda agora dos ultra “destros”, é transformar educação em escolas cívico-militares, sem nenhuma preocupação com desenvolvimento intelectual e do pensamento. Para se formar gerações servis, alienadas e manipuláveis. Ainda mais!

No pacote de sucateamento da educação, a extrema-direita e seu braço econômico, o neoliberalismo, “oferecem” a visão de mundo individualista, desprovida de senso social e crítico, e de inteligência. Estimula o que chama de “empreendedorismo", do tipo entregador “autônomo” de IFOOD com bicicleta alugada. Esse empreendedor totalmente “livre” dos grilhões dos direitos trabalhistas e da CLT! E se o empreendedor cair da bike alugada e se machucar? Ah, a reforma trabalhista não previu isso!

Assim, carentes de educação, de consciência de classe e de visão e responsabilidade social cria-se uma sociedade ávida por “ganhar dinheiro fácil”. Influencers, coaches, mestres em auto-ajuda e outros vendedores de ilusões, apoiadores dos governos de extrema-direita, estimulam a ganância oportunista e o individualismo.

Mas, no brazuca, a culpa do incêndio não é da falta de investimentos em ciência e educação, nem de uma elite que só concentra renda e distribui ignorância e falsas ilusões, a culpa é do projeto Bolsa Família e de quem o criou. Sim a ANTP concluiu que a culpa é do bombeiro!

domingo, 18 de agosto de 2024

Dante Alighieri, escritor, poeta e político italiano…

Esta crônica é baseada em fatos reais, apenas os nomes são fictícios. A história me foi contada, recentemente, pela filha remanescente de um dos imigrantes italianos personagens deste rabisco. A ideia original é escrever um romance, mas até que essa nova aventura literária esteja concretizada e para registro dos acontecimentos lá vamos nós com o cronista de tarantelas.

Na Itália o fascismo foi um período em que o país foi governado por um partido político conservador, radical e de extrema-direita, de 1922 a 1943. Liderado por Benito Mussolini, o fascismo se aproveitou do cenário de incerteza em que vivia a Itália no pós-Primeira Guerra Mundial.

Fugindo do fascimo, da miséria e do desemprego, dois jovens irmãos italianos desembarcaram no Porto de Santos lá pelos idos de 1930. Dentro das velhas malas traziam poucas roupas e muitos sonhos. O mais velho, Romeo Montanari, com 25 anos, trouxe a tiracolo o inseparável irmão caçula, Tibério Montanari, de 22 anos.

Conta minha entrevistada que os irmãos foram morar no bairro da Penha, em São Paulo. Compravam flores no mercado e as vendiam na rua. Românticos ítalos! E foi lá que o jovem Tibério veio a conhecer a sua futura esposa, a ainda adolescente Genara. Tibério e Genara viriam a ser os pais de dona Nera, a minha fonte deste rabisco. Aliás, diga-se de passagem, na fonte da dona Nera só jorra Coca-Cola. Quem sabe eu descolo um merchant…

Logo os dois irmãos já estavam casados e enfilhados. Romeo teve o Romeozinho e Tibério sua primeira das três filhas. Aliás, dona Nera conta, com certa mágoa, que seu pai sempre sonhou com um herdeiro homem. E ela, a mais nova das três filhas, foi criada “como um moleque”. O que, segundo ela, justifica o jeito truculento que a dona Nera diz ter. Será?

Relata dona Nera, que certa vez esse seu estilo “casca-grossa” só não a fez explodir porque não ouviu o médico da Prevent Senior, outro possível merchant?, chamá-la de “botijãozinho”. Só por estar, com seu metro e meio de altura, ligeiramente acima do peso aos 80 e poucos anos de idade!

Mas voltando aos irmãos Montanari, uma proposta de emprego veio a mudar a vida deles e dos seus herdeiros. O caçula, Tibério, soube de uma vaga de zelador do campo de bocha do clube “Dante Alighieri” na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Perfeito! Porque sua esposa, a jovem Genara, iria trabalhar na cozinha do clube. Assim, para lá foram Tibério, já com a filha, irmã mais velha da dona Nera, e Romeo, já com Romeozinho e Enzo. Os bambinos do irmão, mesmo eu sem entender bem o porquê dessa preferência por filhos homens, imagino, pelo o que me foi relatado, que deveria angustiar o jovem Tibério.

Tibério cuidando da quadra de bocha do Dante Alighieri e Romeo agora vendendo flores nas ruas de Ribeirão Preto. Vida nova segue! Até que um bilhete de loteria premiado comprado por Romeo muda suas vidas. O sortudo compra, com o "prêmio", um terreno e monta um abatedouro que  depois se transforma no Frigorífico Montanari. Segundo dona Nera, viria a ser um dos maiores frigoríficos da região.

Romeo colocou Tibério como sócio. Tempos abonados vieram pela frente. Tibério teve mais duas filhas, inclusive a caçula, dona Nera. Já Romeo teve além de Romeozinho, Enzo, Roberto e Brazilina. Infâncias abastadas ao sabor do Frigorífico Montanari. Romeo, que assim como o irmão tinha pouca escolaridade, fez gosto que Romeozinho, o herdeiro mais velho, tivesse acesso aos melhores colégios e a melhor formação. Advogado, contador, orador com direito a doutorado. E nome de rua em Ribeirão Preto!

Só que Romeozinho, segundo dona Nera, além de “estudado” e muito inteligente era como ela disse “incorrigível italianinho rabo de saia”. Aí vieram os alfas romeos, a esposa em Ribeirão Preto, as companhias paulistanas... 400 quilômetros para cá, 400 quilômetros para lá… O bem “preparado” herdeiro delegou demais e um contador deu um grande desfalque nas contas do Frigorífico Montanari. Pronto, segundo a irmã do meio da Dona Nera, acabou a infância de Cinderela!

Romeo e os filhos ainda ficaram em Ribeirão Preto brigando na Justiça na vã tentativa de reaver o dinheiro. Já Tibério voltou para a Capital com a mulher e as três filhas. Sem dinheiro e sem estudo e profissão  foi trabalhar de operário nas fábricas que empregavam imigrantes. Tempos bicudos pela frente.

Conta Dona Nera, que Tibério morreu relativamente jovem. Conseguiu, com luta e esforço, algum progresso e criou suas três filhas.  Ele, ainda, conviveu com o primeiro neto, uma neta!! E faleceu logo após o nascimento do segundo neto, sim agora um bambino. O coração do italiano não deve ter aguentado conhecer o neto! Mas quem sabe num desses wi-fis celestiais ele leia um rabisco que conta que seu bisneto, com diploma da USP debaixo do braço, virou professor do colégio Dante Alighieri, em Sampa.  Arrivederci!


sábado, 10 de agosto de 2024

As “minas” olímpicas!

Estão praticamente terminadas as competições olímpicas de Paris 2024. Encerram-se amanhã dia 11.08.2024. Mas já percebo uma certa volúpia de simpatizantes de bolsonaro, talvez o maior especialista em ouro neste País, em criticar a participação brasileira nos jogos. Obviamente o objetivo é tentar imputar ao governo de turno o que eles chamam de “fracasso olímpico”. Né, Mion?

Longe deste rabisqueiro condenar quem politiza todos os assuntos. Até porque acho que, como alguém já disse, “respirar é um ato político”. Só que para politizar qualquer tema o mínimo que se espera é informação e inteligência. Não dá para confundir uma festa pagã ligada aos deuses do Olimpo à Santa Ceia. Muito menos chamar de transsexual uma mulher que biológicamente nasceu mulher só porque a mesma não atende aos requisitos de “bela, recatada e do lar”.

Mas, enfim, intelecto e informação verdadeira não combinam muito bem com os seguidores do nosso “homem do ouro”. Sendo assim, voltemos às disputas esportivas de Paris. Com a licença poética dos meus amigos leitores, lá vem o cronista olímpico de boteco!

O número de 20 medalhas ganhas pelo Brasil em Paris não fica tão longe do nosso recorde histórico, que é de 21 medalhas, conquistadas em Tóquio. E muito provavelmente o resultado teria sido melhor se o mito do “Vivendas da Barra” não tivesse cortado o “bolsa atleta”, acabado com o Ministério do Esporte e outras medidas do gênero. O único esporte incentivado pelo governo anterior foi o tiro ao pobre!

Mas o que chama mais a atenção é que dessas 20 medalhas, 12 foram ganhas por mulheres e 1 por uma equipe mista do judô. Logo as meninas, tão maltratadas no governo do “homem” que diz ter tido uma filha numa “fraquejada”. Especialista em ofender mulheres, sejam elas jornalistas, políticas, esportistas, bonitas ou feias, essas então segundo o capitão “não merecem nem serem estupradas”. Bom, Freud explica…

E dos grandes favoritos, as equipes masculinas de futebol e de vôlei e o boy do surf negaram ouro e fogo! De Neymares a Bernardinhos, passando por Medinas, todos bolsonaristas de carteirinha! Sim, todos podem e devem politizar tudo, mas estudem para isso, para aí sim sabermos quem de fato fracassou!

Parabéns pras minas!

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Exercício, disciplina e Saúde

Vida saudável não é fácil, é uma ginástica! E olhem que, para mim, a parte da ginástica propriamente dita é a mais fácil. Treinar cinco, seis ou até sete dias por semana é tranquilo para um viciado em serotonina, endorfina e noradrenalina. Até porque faço atividade física para a cabeça.

Mas disciplinar sono e alimentação são tarefas bem complicadas para um desregrado cronista de botequim. Tenho algumas amigas nutricionistas que tentam, valentemente, me ajudarem nessa tarefa. Os wheys, creatinas e multivitamínicos da vida até que encaro numa boa. Mas algumas amarras da alimentação saudável “engessam” até a alma um inquieto arremedo de poeta.

E o sono? A insônia me acompanha há tantos anos a fio que eu não sei bem o que é esse troço que chamam de sono restaurador. Ah vá… se eu conseguir dormir algumas horas já estou no lucro. Afinal tem hora mais apropriada para se rabiscar do que numa madrugada de insônia? De preferência comendo uma boa pipoca! Sem manteiga, para não engordurar o teclado!

E as dicas dos especialistas? Desligar-se das redes sociais às 21:35h, chá de erva-cidreira morno ao deitar, óleo de lavanda no travesseiro, ouvir, de olhos fechados, o mantra “coração quente, cabeça fria” do guru ultra zen Abel Ferreira, repetir 11 vezes no espelho “eu estou com sono”, batendo no peito suavemente, contar carneirinhos bolsonaristas. Poxa aí que não durmo mesmo, esses nunca acabam!

Dia desses passo aqui num boteco, de esquina, da descolada Santa, a Cecília. Quarta-feira, dia de feijuca! E leio feijoada, pequena, média e light. Aí lembro dum amigo do BB, o filósofo Marco Antônio, que dizia que se é para comer uma boa feijoada (enfiar o pé na jaca) o “crime tem que compensar”. Poxa, meus caros e regrados leitores, pururuca vegetariana, nem vocês, nem eu, nem o Marco Antônio, nem a torcida do Palmeiras merecemos!

terça-feira, 9 de julho de 2024

Com o fígado, infelizmente…

Está claro que há um grande "acordão" para não prender Bolsonaro. Lira e o congresso bolsonarista que o costuraram. Até mais do que isso preparam, para o ano que vem, a anistia política do ex-presidente. Em janeiro, o centrão e o bloco de extrema direita, que representam maioria no Congresso Nacional, devem eleger o novo presidente da Câmara e do Senado. Sim, “elegemos” um congresso de extrema direita!

A Justiça apesar de todas as evidências das investigações da Polícia Federal caminha a passos de lesma hesitante. Provas não faltam, vontade parece que bastante. Acena com movimentos que nunca são levados adiante. Há apenas pirotecnia para distrair ou acalmar os mais indignados.

A liberdade do peculatário, golpista e genocida deixa claro que a decisão política tem prevalecido sobre a questão jurídica. Qualquer outro cidadão com a capivara de Bolsonaro já estaria trancafiado.

É uma pena que a dor de 700 mil famílias seja esquecida. O genocídio, infelizmente, aconteceu. Os alienados e os mal intencionados rebatem que morreram vítimas de covid no mundo inteiro. Sim, até se ter a vacina. Ou alguém contesta que a vacinação estancou a pandemia?

O pico de morte por covid no Brasil aconteceu no primeiro semestre de 2021, entre janeiro e junho daquele ano morreram de covid exatos 314.765  brasileiros. Um ano antes, em agosto de 2020, a Pfizer ofereceu vacinas ao governo brasileiro e foi ignorada. Uma vez só não, foram feitas ofertas oficiais em 14, 18 e 20.08.2020 para entrega ainda em 2020!! Sim, Jair Bolsonaro é um genocida! E também golpista e peculatário.

Só que o congresso age para blindá-lo. Nas horas vagas sabota projetos sociais e econômicos do atual governo, aliás nessa tarefa conta com o apoio do presida do Bacen. Aprova a invasão de terras indígenas, a liberação do desmatamento e da boiada, do agro veneno na agricultura. 

A trupe congressista é contra a taxacão de grandes fortunas. Legisla, ainda, sobre o corpo da mulher, pró estuprador e contra a liberação do uso da maconha, na contramão da moderna civilização.

Enquanto isso, parte do STF parece mais preocupada em escolher o sabor da pizza. Portuguesa, made in Lisboa!

sábado, 20 de abril de 2024

O Complexo de Israel, o Elon Musk, o Congresso Nacional e outras drogas…

Eu tinha me imposto um período sabático de rabiscos políticos e de outros temas indigestos. Meus leitores mereciam esse descanso! Tenho até algumas novas poesias ainda não publicadas. Mas de vez em quando o fígado transborda. Pois não é nada fácil conviver com tanta leseira que, como diriam os antigos, dá mais do que chuchu na cerca, aqui pelas terras brasilis.

E haja chuchu ou abobrinhas. Seja de fabricação nacional ou importada dos EUA, de Israel, da Argentina do Milei, da Hungria, do partido espanhol Vox ou de qualquer canto do Planeta onde prospere a nefasta extrema-direita política. Por aqui além de nefasta ela é tão medíocre e ignorante quanto o seu maior representante, o tosco capitão que até o exército o expulsou. Então, com licença, lá vem o cronista de abobrinhas.

Outro dia, ao me referir, num post, à aliança narco-milícia evangélica no Rio de Janeiro causei arrepios em algumas hostes mais conservadoras. Só que o chamado “Complexo de Israel”, que reúne cinco grandes favelas cariocas sob o comando da parceria milícia, narcotráfico e igrejas pentecostais, está aí, para quem quiser enxergar. Eu sei que em terra de bolsonaristas é difícil pedir visão além de um palmo do nariz ou de uma “boa” fakenews.

E por falar em fakenews, um outro personagem se uniu ao front bolsominion. Se o consórcio de milícias, igrejas evangélicas pentecostais e narcotráfico usa metralhadoras, “fé” e imposição para conduzir o gado, o bilionário Elon Musk, o Sr. X, distribui, a peso de ouro, fakenews a granel, para alimentar o rebanho bolsonarista.

A grande mídia faz também seu papel, hoje mais digital do que impresso. Mas deixa a sua impressão! Bancada por recursos sionistas ou de bilionários de outras origens, a imprensa desinforma ou “informa” pautada pelas elites, ao som de louvores neoliberais econômicos. Tudo regiamente remunerado com os juros parrudos do Bacen, por incrível que pareça, outro braço bolsonarista.

E para fechar a conta e receber a fatura, outro tentáculo bolsonarista dá as cartas no Congresso Nacional. O mafioso Lira e o Centrão, na Camara e no Senado, sabotam e/ou barganham as pautas progressistas e sociais do governo, enquanto engavetam projetos de combate às fakenews e votam para soltar o mandante, conhecido, do assassinato de Marielle Franco. E de quebra votam, contrariando a ciência e o mundo contemporâneo, a favor da criminalização da maconha.

E aí numa só tacada, afagam a hipocrisia do eleitorado evangélico e protegem o rentável negócio do narcotráfico, seja dos traficantes evangélicos capatazes ou dos traficantes graúdos de longe do morro.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Os crimes ocultos e a inteligência descoberta…

Há um curso no mercado financeiro chamado combate ao crime de lavagem de dinheiro. Aprende-se nele que uma das fases mais importantes desse processo criminoso é a chamada “ocultação”. Nessa etapa realizam-se diversas atividades financeiras simultâneas inserindo, assim, camadas intermediárias nessa cadeia, infelizmente não a de grades, com vistas a dificultar o rastreamento e camuflar a origem do dindin.

Trago esse exemplo pois esse processo de “ocultação” me parece ser o mais utilizado pela quadrilha responsável pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson de Barros, ocorrido em 14.03.2018. Nos 4 anos do governo bolsonaro o que se verificou em relação ao caso foram mais despistes, ocultações e acobertamentos do que propriamente investigações. Haja inteligência para isso!

Nesse emaranhado de nomes e acontecimentos, que têm mais confundido o caso do que esclarecido, a única coisa certa por enquanto é o envolvimento das milícias. Só não se sabe ainda até em quais vizinhanças essa milícia avança. Há porteiros, seguranças, vizinhos, amigos, homenageados, assessores e milicianos de todo lado. Só não se chega aos nomes dos mandantes dos assassinatos.

Até o rumoroso “divórcio” do então ministro da Justiça, Sr. Marreco Quase Cassado, com o presidente da República de turno, Sr. Genocida inelegível, foi provocado pelas investigações da Polícia Federal. À época, o ex-ministro saiu do governo, que ele ajudou a implantar ao mandar o adversário para a cadeia, com a grave acusação de que “bolsonaro interferia na Polícia Federal para proteger a família e aliados de investigações”. Lembram? O cronista policial de botequim e o Google não esquecem!

Mas assim como na vida, na política há reconciliações! Até com direito a cochichos, segredinhos e cumplicidades, como se viu no debate presidencial. É claro que a reconciliação fica mais fácil quando o acusado precisa dos votos moristas para se reeleger presidente e o acusador dos votos bolsonaristas para se eleger senador. Ficou dito pelo não dito, o acusado pelo não acusado e tudo ficou devidamente ocultado ou camuflado! Assim como fica o dinheiro no caso do crime de lavagem de dindin e o mandante no caso do crime de assassinato de Mariele e Anderson.

Mas a esquerda, essa comunistada, não perdoa! Só que agora se superaram em suas invenções caluniosas contra o pobre genocida, ladrão de jóias, dos cofres públicos, de pobre, de trabalhador, do meio ambiente e etc. Descobriram, vejam só, a inteligência do bolsonaro! 

Computadores, notebooks e celulares ao mar!