A propósito do escândalo do Banco Master resolvi rabiscar sobre economia. É minha área de formação e atuação, por que não escrever? Assim tinha que falar de política, sua irmã siamesa, minha outra paixão. Aí me dei conta que envolvia além de economia e política também polícia e religião. Todos assuntos que alguém de bom senso não deve discutir… Sendo assim lá vem o desajuizado cronista multiuso, de botequim!
A trajetória do dono do Banco Master começou com ele trabalhando para a empresa imobiliária de sua família, que investia em hotéis e projetos de desenvolvimento. Herdeiro de família milionária estudou economia e graças ao bom relacionamento do clã Vorcaro com a família do pastor da igreja evangélica de Alagoinhas (MG) acabou virando apresentador de programa gospel. Benzadeus!
A bloomberg assim o trata: “Outrora apresentador de um programa gospel em rede de TV regional, ‘de repente’ ele se ‘misturava’ à elite bancária do país, com festas luxuosas noticiadas por colunas sociais, enquanto acumulava um tesouro de ‘trophy assets’ pelo mundo” . Ah o mercado financeiro… cheio de anglicismo e afetações, ‘trophy assets’ que ao pé da letra traduz-se “ativos de troféu” são simplesmente ativos (bens ou direitos) valorosos detidos por alguém.
A política entra nesse “jogo” em várias frentes, todas de extrema-direita. O BRB que é o banco estatal controlado pelo DF, cujo governador é um bolsonarista convicto, foi quem "socorreu" o já quebrado banco Master com a compra de carteiras (podres) por R$12,2 bilhões. A compra de carteiras é uma operação estruturada normal entre bancos, só que depois de avaliação financeira da qualidade desses ativos (direitos a receber) negociados. No caso do Master repito carteira sem lastro (podre)!
Aqui pelos lados de Sampa, um dos maiores doadores da campanha do bolsonarista governador de SP (aquele louco para visitar o genocida) é cunhado do dono do Master. Além disso, numa de suas privatizações (moeda de troca por apoio político $$$ de especulador financeiro) o miliciano aplicou parte do produto da venda da estatal EMAE em CDBs de banco do conglomerado Master.
Já o primeiro mandatário do Errejota, o bolsonarista que não gosta de bandido pé de chinelo, é claro, aplicou R$2,6 bilhões da Rioprevidência - Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro no banco do Vorcaro, afinal bandido rico o Castro estima! Aliás o católico “fervoroso” governador do Rio gosta de ir à missa após chacinar pobres, bandidos ou não, para agradecer pelos amigos ricos que tem, bandidos ou não…
Finalmente, lá pelas bandas de Brasília, o Master é conhecido como o "Banco do Centrão" (aquele grupo político formado pelo PL e outros partidos da coligação bolsonarista). Essa alcunha se deve as ligações desses políticos com o banco do mega ou master escândalo financeiro de mais de R$40 bilhões.
Como eles resolvem esse imbróglio? Com o cacique Cara de Areia Mijada, da aldeia de São Paulo, mandando para o Bando Nacional ops Congresso Nacional seu capacho, pajé matapobre, para relatar a PEC da bandidagem 2, que amarra e tira poderes e recursos da PF. Não disse que ia falar de polícia? Afinal haja "mocinho" pra tanto bandido...
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