quinta-feira, 5 de março de 2026

A trip nordestina, o sono dos desiguais e os ares da praia e do interior…

Nessas férias decidimos fazer uma viagem, parte aérea e  terrestre, com roteiro para destinos no bom e velho nordeste brasileiro. O trecho de avião foi de Sampa até Recife. Na terra de Kleber Mendonça Filho, o pai do Agente Secreto, aluguei um carro e subi até o extremo norte do Rio Grande do Norte, em São Miguel do Gostoso. Ida e volta, foram 1.400 quilômetros, de asfalto e terra, por três estados diferentes, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Várias vezes já tinha viajado, a trabalho pelo Banco do Brasil, de São Paulo para Brasília no chamado “voo do padeiro”. Esse voo partia de Congonhas às sete horas da manhã. O aeroporto paulistano pela sua localização tem horário de funcionamento das 6 às 23 horas. O vôo do padeiro era portanto um dos primeiros a decolar. Talvez o “voo do banqueiro”, além de ser de jatinho e não de avião de carreira, tenha horário mais aprazível, mas isso quem sabe dizer é o Nikolas Ferreira. Enfim…

Mesmo a passeio nunca tinha tido a experiência de frequentar um aeroporto no meio da madrugada. Semana passada, com voo marcado para às 5 horas da manhã tive essa oportunidade. Por precaução, pela distância de 25 km da Capital, acabamos chegando às 3 horas da madrugada no Aeroporto de Guarulhos. Lá deparei com um verdadeiro dormitório público. Sem sono pelo excesso de café aquele cenário despertou, ainda mais, a imaginação deste agora cronista aeroportuário.

Corpos vestidos com roupas de boas marcas aconchegavam-se, sonolentos, nos bancos do imenso saguão. Mochilas kipling eram usadas como travesseiros, onde se acomodavam cabeças com modernos fones de ouvidos, cabelos loiros e olhos azuis, assim revelados os que ainda estavam abertos. Fiquei pensando se a mesma cena numa dessas rodoviárias da vida teria o mesmo glamour e classe. Nem em seus melhores sonhos o intrépido Padre Júlio encontraria “dormintes” públicos com toda aquela elegância. Essas situações sempre me lembram aquela máxima "filho de rico correndo é atleta, de pobre é ladrão...

Nada contra as pessoas entregarem-se aos braços de Morfeu num lugar público. Afinal sono é sono, independente de classe social.  Ainda mais se considerarmos a democratização das viagens aéreas realizadas, novamente, no governo Lula que, inclusive, facilita o acesso de mais gente a cochilos aeroportuários. Para o desespero de Paulo Guedes e da extrema direita em geral. Pronto, lá vem ele! A política e a economia invadiram o saguão do aeroporto! Agora ninguém mais dorme...

Mas meus caros e pacientes leitores, política e democracia são tão importantes quanto o ar que respiramos. E o Nordeste continua lindo, ensolarado e com bons e belos ares marítimos como sempre! Talvez isso favoreça as boas preferências eleitorais.

Da minha parte, como apaixonado paulistano, sim tem gosto e paixão para tudo, confesso que ando muito preocupado com as péssimas escolhas políticas, com raras e honrosas exceções, que os conservadores e reacionários ares do interior de São Paulo produzem para o meu estado! Ôxente!

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

As eleições, o orçamento secreto e a cara de pau revelada…

Houve um tempo que muito político picareta às vésperas de eleições virava “santinho”. Isso não só naqueles papeluchos de propaganda eleitoral. Mas também em ações e comportamento. Próximo das eleições procuravam defender os interesses da população ou pelo menos não prejudicar o povo. Era a chamada farsa pré-eleitoral. Eleito esquecia promessas e projetos sociais. Era assim até a criação do chamado “Orçamento Secreto”. Era!!

Depois do orçamento secreto e das chamadas emendas Pix, o legislativo deixou, por assim dizer, de se preocupar com a opinião do eleitorado. O tal do orçamento secreto é na verdade uma prática legislativa brasileira iniciada em 2020 para destinação de verbas do orçamento público a projetos definidos por parlamentares sem a devida identificação. A caracterização como "secreto" surgiu na mídia, justamente, devido à falta de transparência quanto aos valores individuais de cada repasse e dos nomes dos parlamentares envolvidos.

Ano de 2020 né? Governo bolsonaro né? Não por acaso, né!! Encurralado pela volumosa quantidade de pedidos de impeachment em razão da sua gestão criminosa na pandemia, Jair Messias Bolsonaro entregou a “chave do cofre” ao então presidente da Câmara legislativa, Arthur César Pereira de Lira em troca do engavetamento de inúmeros pedidos de impeachments. Nome e sobrenome aos bois! Aliás, por falar em bois, o “gado bolsonarista” deveria pesquisar o assunto. Não no zap da tia, é claro!

Hoje combatendo essa praga temos, quase que solitariamente, o que este cronista secreto considera um dos mais inteligentes, íntegros e competentes servidores públicos deste País, o ministro do STF, Flávio Dino de Castro e Costa, esse merece nome e sobrenome por honraria! Digo solitariamente porque a grande mídia patronal não dá muito destaque e apoio ao trabalho do ministro. Ilustre botafoguense!

A grande mídia prefere fazer campanha presidencial do CEO de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Aliás CEO das milícias cujas grandes realizações se resumem a criação de pedágios, a privatizações de patrimônio público rentável por valor inferior ao seu preço real, em tabelinha com a Faria Lima, e entrega de poucas obras públicas realizadas predominantemente com recursos federais. E, ainda, com toda cara de pau, fala em entrega do Rodoanel, obra com a marca dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin.

Em 2025 o total do orçamento secreto, sabe-se o valor mas não sua destinação, atingiu 1,26 bilhão de reais. O que é mais cruel é que isso é subtraído do orçamento da saúde, educação e outras áreas sociais. Em nenhum país do mundo, o Congresso “sequestra” tanto do Orçamento Público. O executivo é eleito para controlar o orçamento e o legislativo para legislar e fiscalizar, não para tomar dinheiro público e manter currais eleitorais. Ai haja shows sertanejos em cidades que nem têm serviços públicos essenciais decentes.

Por isso, apesar das grandes manifestações públicas,  como aconteceram em 2025, o Congresso continua virando as costas para pautas populares, como redução de jornada de trabalho e muitas outras. Dedica-se apenas a aprovar, na calada da madrugada, anistia para golpista e blindar seus integrantes de investigação de crimes. 

O “congresso inimigo do povo” conta em se reeleger despejando o orçamento secreto em seus currais eleitorais sem se preocupar com a avaliação do eleitorado nacional. Sim, meus secretos e declarados leitores, como se não bastasse tudo que sabemos, temos mais essa maldita herança bolsonarista. Depois alguns (per)seguidores acham que eu não gosto do genocida só porque o cabra tentou me matar… Oxi!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A arte, irmã gêmea da subversão…

A repressão e a ditadura foram, são e serão sempre “dribladas” pelo verdadeiro talento artístico. A arte com sua essência inquieta e contestadora é inimiga mortal dos regimes fascistas. 

A ditadura brasileira dos anos 60 que "nos deu de presente" a genialidade de Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre outros, agora, em sua recaída dos anos de trevas do bolsonarismo, nos põe, de novo, diante de uma espetacular safra do cinema nacional.

O sentimento e a motivação de atores e diretores ficam escancarados em suas falas pós-premiações. Mais do que retaliações e revanches, que também são, pontua-se nas declarações os fatos, revezes e as lições que devem ser tiradas. Conta-se a história assim como se fosse exorcizar demônios. Como disse Kleber Mendonça Filho é uma espécie de catarse. Gosto dessa palavra pois ela tem o sentido de pirraçar o sofrimento causado, assim como rir da cara da morte e das trevas…

Sim trevas, sem exagero ou força de expressão. Época que se combate a arte e o verdadeiro talento. Pois sabem os tiranos o perigo que a manifestação artística representa para quem vive de mentiras, mediocridades e preconceitos, sejam eles morais, religiosos, raciais ou estéticos. 

Consideram os ditadores/golpistas, como vimos nos anos bolsonaro, arte as manifestações bajuladoras e sem conteúdo de cantantes de uma geração “sertaneja” que jogou no esgoto a verdadeira, e respeitável, independente de gostos, cultura do sertão e do interior.

Mas o verdadeiro talento não é consentido nem acéfalo, é contestador, pensante e cheio de ginga. E o cinema, assim como a geração de ouro de nossos poetas/compositores, dá agora com Kleber uma “caneta no meio das pernas” da extrema-direita que já o marcava, com censura e truculência, desde o seu Bacurau. 

Assim como já fora driblada, ano passado, por Fernanda, Selton, Marcelo e Walter. E aí drible e ginga de corpo é o que não falta no talentosíssimo ator baiano Wagner Moura!

Dito e comemorado isto, fica o alerta da jornalista Manuela Carolina Borges, hoje no ICL, “enquanto o Agente Secreto conta ao mundo os horrores da ditadura, o congresso tenta anistiar golpistas saudosos dos militares”

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Economia, política, religião e polícia, o cantor gospel que virou banqueiro...

A propósito do escândalo do Banco Master resolvi rabiscar sobre economia. É minha área de formação e atuação, por que não escrever? Assim tinha que falar de política, sua irmã siamesa, minha outra paixão. Aí me dei conta que envolvia além de economia e política também polícia e religião. Todos assuntos que alguém de bom senso não deve discutir… Sendo assim lá vem o desajuizado cronista multiuso, de botequim!


A trajetória do dono do Banco Master começou com ele trabalhando para a empresa imobiliária de sua família, que investia em hotéis e projetos de desenvolvimento. Herdeiro de família milionária estudou economia e graças ao bom relacionamento do clã Vorcaro com a família do pastor da igreja evangélica de Alagoinhas (MG) acabou virando apresentador de programa gospel.  Benzadeus! 

A bloomberg assim o trata: “Outrora apresentador de um programa gospel em rede de TV regional, ‘de repente’ ele se ‘misturava’ à elite bancária do país, com festas luxuosas noticiadas por colunas sociais, enquanto acumulava um tesouro de ‘trophy assets’ pelo mundo” . Ah o mercado financeiro… cheio de anglicismo e afetações, ‘trophy assets’ que ao pé da letra traduz-se “ativos de troféu” são simplesmente ativos (bens ou direitos) valorosos detidos por alguém.

A política entra nesse “jogo” em várias frentes, todas de extrema-direita. O BRB que é o banco estatal controlado pelo DF, cujo governador é um bolsonarista convicto, foi quem "socorreu" o já quebrado banco Master com a compra de carteiras (podres) por R$12,2 bilhões. A compra de carteiras é uma operação estruturada normal entre bancos, só que depois de avaliação financeira da qualidade desses ativos (direitos a receber) negociados. No caso do Master repito carteira sem lastro (podre)!

Aqui pelos lados de Sampa, um dos maiores doadores da campanha do bolsonarista governador de SP (aquele louco para visitar o genocida) é cunhado do dono do Master. Além disso, numa de suas privatizações (moeda de troca por apoio político $$$ de especulador financeiro) o miliciano aplicou parte do produto da venda da estatal EMAE em CDBs de banco do conglomerado Master.

Já o primeiro mandatário do Errejota, o bolsonarista que não gosta de bandido pé de chinelo, é claro, aplicou R$2,6 bilhões da Rioprevidência - Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro no banco do Vorcaro, afinal bandido rico o Castro estima! Aliás o católico “fervoroso” governador do Rio gosta de ir à missa após chacinar pobres, bandidos ou não, para agradecer pelos amigos ricos que tem, bandidos ou não… 

Finalmente, lá pelas bandas de Brasília, o Master é conhecido como o "Banco do Centrão" (aquele grupo político formado pelo PL e outros partidos da coligação bolsonarista). Essa alcunha se deve as ligações desses políticos com o banco do mega ou master escândalo financeiro de mais de R$40 bilhões.

Como eles resolvem esse imbróglio? Com o cacique Cara de Areia Mijada, da aldeia de São Paulo, mandando para o Bando Nacional ops Congresso Nacional seu capacho, pajé matapobre,  para relatar a PEC da bandidagem 2, que amarra e tira poderes e recursos da PF. Não disse que ia falar de polícia? Afinal haja "mocinho" pra tanto bandido...

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Entre Marx e Lemann

Eu já rabisquei bastante sobre a escola econômica neoliberal, até para combater seus defensores, alguns que conheço bem. Já certos leigos acham até que economia é neoliberalismo. A “charmosa” Faria Lima, replicada pela grande mídia, são as culpadas por essa “impressão”. Falemos então de outras escolas econômicas, inclusive das concorrentes ao neoliberalismo.

Ao escrever sobre a escola econômica neoliberal até já citei a sua irmã mais velha, a monetarista, que foi aplicada pelo longevo czar econômico Delfim Netto entre os anos de 1967 e 1985. Talvez o civil mais cortejado pelos fardados. Passado? Sim, acredito que não precisamos viver determinado tempo para saber sobre ele. Apesar do mito, estudar não dá dor de cabeça!

Para os monetaristas a oferta de moeda é um fator-chave para determinar o nível de atividade econômica e a inflação em uma economia, maior preocupação dos economistas dessa escola. De acordo com eles, um aumento excessivo na oferta monetária causa inflação. Como por exemplo aumento de salários é visto como risco inflacionário. Já ouviram isso, né? A pretexto de conter a inflação, monetaristas e neoliberais têm verdadeiro fetiche por juros altos. Oficialmente para se conter o consumo e o consequente aumento de preços… só que há um pequeno efeito colateral, os juros altos melhor remuneram o capital dos mega investidores.

Assim como os neoliberais, os monetaristas defendem um “Estado mínimo”, com pouco poder na economia, para que se contenham os gastos públicos, pois na visão deles isso só serve para gerar inflação. Essas escolas são ferrenhas defensoras do Teto de Gastos e austeridade fiscal, que na prática serve para “travar” os investimentos em programas sociais, mas sem a mesma eficiência em relação à renúncia fiscal e benefícios para os chamados super-ricos.

No início do século passado, o trabalho do economista britânico John Maynard Keynes, deu origem a escola econômica Keynesiana, que muda fundamentalmente a teoria e prática da macroeconomia, bem como as políticas econômicas instituídas pelos governos. A teoria keynesiana defende a intervenção ativa do Estado na economia para estabilizar os ciclos econômicos, combater o desemprego, garantir o pleno emprego e a estabilidade econômica, especialmente em tempos de crise.

Já a escola desenvolvimentista, sua irmã caçula, prioriza o planejamento estatal de longo prazo, especialmente em países subdesenvolvidos, para promover o crescimento econômico e a construção de infraestruturas. O papel do Estado é central tanto na keynesiana como na desenvolvimentista, mas com focos temporais e estratégicos diferentes.

Observa-se, portanto, que ao contrário das escolas liberais e neoliberais, as escolas Keynesiana e desenvolvimentista enxergam no Estado o papel de indutor do crescimento econômico e, também,responsável por corrigir distorções, como concentração de renda, fome e desigualdades sociais. Já ouviram falar disso? E dos BBB, não os da globo mas os “não tributados”?

Maria da Conceição Tavares, João Manuel Cardoso de Mello, Celso Furtado, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, todos da UNICAMP, são verdadeiros mestres da escola desenvolvimentista que, meus queridos leitores já devem ter reparado, é a de preferência acadêmica e ideológica deste escriba. Mas questionem, busquem livros, informações e bibliografias sobre o tema. Se tiverem tempo leiam, para quem ainda não o fez, um alemão chamado Karl Marx, inspirador da escola econômica desenvolvimentista.

Economia, desculpem puxar a sardinha, é uma ciência estratégica e fundamental. Para os detentores do capital e dos meios de produção tanto faz médico, advogado, engenheiro, físico nuclear serem neoliberais, desenvolvimentistas ou até comunistas, mas formar economista neoliberal é questão de sobrevivência para eles. Senão vejamos.

A Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, o da “Americanas”, lembram?, é grande investidora em cursos de negócios, contabilidade societária e economia. A renomada Insper em São Paulo tem a Fundação Lemann como uma das suas principais controladoras. Entendem, agora, por que a “Faria Lima” e o Mercado são neoliberais convictos?

O rabisco é meu, a reflexão é de vocês… O meu perfil antigo do Facebook/Instagram já cassaram só espero que o blog não seja… afinal estou com material lá para o quarto livro…

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Remédio lírico, rabisco de café...

Surpreendente e intrometida
íntima e estranha ferida
sorrateira... não dá aviso nem sinal
seja por gosto ou desgosto
por bem ou por mal

Se faz presente quando já era passado
misteriosa mas não desconhecida
arrepio de morte por excesso de vida
escancarada reação dum segredo guardado

Inquieto movimento num instante parado
contradiz a razão
remexe o coração
altera cor, temperatura e pressão

Tão sufocante que sequestra a respiração
e os pensamentos a ela cativos
mesmo nocivos
relutam e transformam ansiedade em criação...

sábado, 23 de agosto de 2025

A Ditadura do Novo e seu efeito colateral…

Toda e qualquer ditadura é imposta para beneficiar os seus ditadores. Esse é o ditado! Porém, na “Ditadura do Novo” não é bem assim que acontece. Nesse caso, percebemos que são os novos e novíssimos as maiores vítimas do tal "regime ditatorial". O culto, a excessiva valorização e a adoração à juventude tem feito como vítimas as crianças, expostas, manipuladas e objetificadas pelos adultos ao seu bel-prazer.

Sim deve-se regular e responsabilizar as Bigtechs, que faturam muito em cima dessa exploração, mas não é só isso. Há alguma coisa desajustada na sociedade que permite isso. Sou bem crítico do modus operandi dessas plataformas. As últimas eleições nos EUA deixaram claro o engajamento das bigtechs com o nefasto regime de extrema direita.

E não é só lá que apoiam abominações do tipo do Trump. Essas divulgadoras de fake news e censoras de vozes democráticas atuam beneficiando a extrema direita mundo afora. Temos nosso exemplo local, o sujeito que essa semana gabaritou o código penal com a denúncia de lavagem de 44 milhões de reais.

Ocorre que além das aberrações políticas, as bigtechs alimentam também outros tipos excrescências como a permissividade, bem remunerada é claro, com a exploração de crianças nas suas redes. Mas é aí que quero chegar. Plataformas e exploradores de crianças só se “dão bem” em face de uma sociedade em que a pedofilia é só efeito colateral do doentio culto da juventude, do novo e cada vez mais novo.

As mulheres começam aos 40 anos a fazer harmonização facial, aliás desses "procedimentos" nem os tiozões têm escapado, as mulheres de 30 anos já fizeram cirurgia plástica, as de 20 aninhos já colocam botox e com pouco mais de 10 anos passam batom para fazer caras e bocas e mostrarem os corpinhos infantis no tik tok.

Além disso, extrema-direita política, bigtechs, influenciadores e coachs preparam as crianças para desprezarem os estudos e a escola, ensinam os jovens a execrarem faculdade e trabalho formal. Cruz credo CLT! Inteligência, conhecimento e ciência são “caretices” para quem foi adestrado para ser influenciador digital e ganhar dinheiro fácil. SQN

É óbvio que a extrema direita interessa formar gerações alienadas, sem espírito crítico e capacidade de contestação. Esse perfil de jovens é moldado pelas bigtechs, influencers, coachings e picaretas que se prestam a isso. E a sociedade bestificada e influenciada pela "ditadura do novo" com seus padrões fúteis e superficiais,  rígidos critérios de beleza e falta de escrúpulos não tardará a buscar nos berçários o objeto de seu desejo.