quinta-feira, 3 de novembro de 2022

O maior campeão do Brasil, a “minha” seleção das Perdizes!

Adoro futebol. Mas mesmo às véspera do inicio da Copa do Mundo meu ano futebolístico acabou. Aliás, em grande estilo hendecacampeão brasileiro! Isso para os aficionados de verbetes de origem grega. Para os amantes da origem latina das palavras é undecacampeão. Verdão também é cultura! E liderança. Pois dos 11 troféus brasileiros esmeraldinos quem chega mais perto são o Santos e o Flamengo com 8 títulos cada um. Isso se considerarmos a controversa Copa União de 1987 conquistada pelo time da Gávea. Não quero entrar nessa discussão, então dei o caneco nacional daquele ano para o Flamengo.

Mas nada obstante minha paixão palestrina considero que a principal conquista deste ano foi aquela obtida com o título eleitoral, agora em 30.10.2022. Numa só tacada derrotamos a seita seguidora do genocida, os alienados e os “isentões”, que diga-se de passagem são tão maléficos quanto o primeiro grupo. Só um bruxo carismático e estrategista para derrotar tanta coisa ruim ao mesmo tempo. E olhe que do lado lá teve todo tipo de falcatrua e armação, de revolver inclusive, desde compra de voto com dinheiro público até a “proibição” dos eleitores do concorrente do capitão votarem. Né PRF?

Dia desses rabisquei por aí que ganhar roubado é triste mas perder roubando é deprimente. E ainda não aceitar o resultado do seu roubo. O que falta para esse bando? Proibir o direito de ir e vir das pessoas. Ah desculpe, não falta nada! Bom, esse é um rabisco esportivo então calarei “democraticamente” o cronista político para dar vez ao cronista esportivo. Afinal este rabisqueiro político tem dado muito as caras ultimamente. Sujeito chato e briguento!

O Palmeiras hoje ao lado do Flamengo detém a hegemonia do futebol brasileiro. Senão vejamos de 2018 para cá, o Verdão levou o Brasileirão de 2018 e 2022 e a Libertadores de 2020 e 2021 e o time carioca levantou o caneco nacional em 2019 e 2020 e a Liberta em 2019 e 2022. Sem contar o Brasileirão do Palmeiras de 2016 e a Copa Brasil de 2015 e 2020. Ah, o Mengo levou a Copa do Brasil agora de 2022. De “intruso” aí só o Galo, com seus “mecenas” esportivos, com o Brasileiro e a Copa do Brasil de 2021.

Além da melhor estrutura profissional, econômica e financeira, ao lado do rubro negro, o alviverde possui a mais bonita e bem localizada arena esportiva da América Latina. Exagero de palmeirense? Quem a conhece sabe que não. A Arena não é do Palmeiras, dizem as más e desinformadas línguas. Errado, acreditem em mim!

Mas fica para outro rabisco falar sobre cessão do direito de superfície, por tempo determinado, do Clube à WTorre para reforma e administração da Arena, com bilheteria rateada e escalonada, também durante este período contratual, entre a construtora e o Palmeiras, de shows musicais e apresentações do Verdão, shows também né? (rs)  Ao final do contrato tudo volta ao maior campeão do Brasil. Este rabisqueiro participou, quem diria, da estruturação da operação financeira para WTorre pela Diretoria de Mercado de Capitais do Banco do Brasil. Mas afinal esta é uma crônica esportiva, política ou econômica?

Enfim voltando ao final do calendário futebolístico de 2022, para este torcedor, peço desculpas aos meus pacientes leitores, e respeito os entusiasmados, mas não consigo torcer para essa seleção de sonegador, bolsonaristas e isentos, ainda patrocinada pela CBF (Casa Bandida do Futebol) que até bem pouco tempo era presidida por um assediador sexual de funcionárias. Quem sabe na próxima Copa do Mundo, mas nessa serei um Ciro Gomes. Pronto, o camarada tinha que enfiar política no meio da história! Ou no final…

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

O bolsonarismo pré e pós bolsonaro...

Dia desses ouvi num podcast a seguinte análise: “o bolsonarismo já existia no Brasil antes de bolsonaro, só era disfarçado, a diferença que bolsonaro deu voz e representação para essa gente”. Bingo! Perfeito, concordo em gênero, número e grau! E digo mais: o bolsonarismo tinha outro nome, mau-caratismo! Por isso estava escamoteado.

Essa reflexão me veio depois de que várias pessoas me perguntaram se o rabisco intitulado “O estranho mundo dos cidadãos de bem”, de autoria deste que vos escreve, era mesmo de 2019. Pois eu o repostei agora em 10.2022 e a primeira postagem no instagram era de 06.2021. Sim a crônica foi parida e blogada em 09.2019, e o tal cidadão de bem já tinha botado suas manguinhas de fora.

No Brasil, racismo, hipocrisia religiosa, machismo, homofobia e preguiça intelectual, vocês que pensaram burrice!, são marcas, costumes e preconceitos arraigados em nossa sociedade. Historicamente. E serviram de base para o grande lance da elite tupiniquim. O capital e a riqueza concentrada pode não gerar inteligências mas manda “comprá-las". Daí surgiu o grande plano de manipulação de massas. Ainda se fosse para fazer uma pizza de pepperoni!

Os governos do PT e seu programa de distribuição de renda, resgate de 36 milhões de brasileiros da miséria absoluta, acesso da classe pobre à universidade, à saúde, à educação e às poltronas dos aviões não foram bem vistos pelos ricos. E quando falo ricos, falo detentores dos meios de produção e de grandes fortunas, portanto sossega aí dono de Renegade comprada em 180 parcelas. Não estou falando de você! Essa ascensão das classes pobres incomodou tanto a elite que seu prostituto ops ministro da economia chegou a esbravejar, publicamente, contra a ponte aérea de empregadas domésticas até a Disney. Onde se viu isso! Ainda mais porque o chefe dele, era um Pateta ao alcance de todos!

Mas as cabeças inteligentes contratadas, digamos assim, pela direita, arquitetaram a estratégia perfeita. Aliás, entre esses contratados, bombados de neurônios, eu não incluo o tal do Pato Guedes, apesar dele ser incensado pelos faria limers. A verdadeira “cabeça pensante” achou a saída para demonizar o PT. Óbvio que não se podia chegar para o pobre, agora estou incluindo você ô da Renegade parcelada, e dizer "querido paupérrimo deixe de votar no PT pois ele te leva para a Disneylândia" ou “caro miserável deixe de votar no PT haja vista que ele te tira da senzala e bota aqui misturado no meio da Casa-Grande”. A saída foi o engodo da “corrupção” do PT. E seu orçamento secreto de R$ 16 bilhões! Opa não é do petê? esqueçam... Enfim para jogar o pobre contra o PT a elite lançou mão do golpe e da operação Suja Jato, a do Moro, da Vênus Platinada & cia. Ltda. Mas e o petê? É culpa do petê!

Juntou-se a isso, no caldeirão da burguesia, a ideia de que as esquerdas defendem "promiscuidades" que tanto incomodam a tradicional família brasileira. E a Damares! Hipocrisia que fala? Sim, isso explica as diferenças de votos entre as capitais e interior de alguns estados. No interior, iletrado, provinciano e "conservador" foi onde esse discurso mais reverberou. 

Mas vítimas de lavagem cerebral são encontradas por toda parte, como o meu EX vendedor de marmitas, esforçado trabalhador que teve a infeliz ideia de fazer propaganda do genocida no status do seu whatsapp. Ao ser indagado por mim o porquê dessa sua preferência política, declarou “PT NUNCA MAIS”! Nem preciso dizer que este cliente ele não terá NUNCA MAIS. #elenão! Afinal, vocês não acham esquisito eu comprar comida do fã do sujeito que tentou me matar? Ainda que esse infeliz pobre de direita, assim como outros tantos, detestem o PT apenas pelo ódio terceirizado pela elite.

Enfim a galera do andar de cima conseguiu a proeza de fazer o brasileiro “botar para fora”, sem culpa ou pudor, seu racismo, hipocrisia religiosa, machismo, homofobia e preguiça intelectual, agregando a tudo isso um desprezo ao pobre, até por quem não se acha mas é pobre sim, pobre de marré deci! né dono da renegade financiada?

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

As pesquisas, os enrustidos, os "conservadores” da própria miséria e o mito pedófilo...

Não tenho procuração de institutos de pesquisas para defendê-los. Sequer conheço alguém da área. Nunca fui entrevistado por eles em pesquisas eleitorais. Talvez leiam meus rabiscos, aí eles não perdem tempo. Já perderam em lê-los!

Primeiro turno encerrado. Antes disso o genocida tinha ficado com o cool na mão de já ser mandado pra casa. Em Bangu 22. Aí, aliviado pela sobrevida, resolveu junto com seu séquito atacar os institutos de pesquisas.

Até o tal de Lira, aquele que em troca do orçamento secreto  arquivou 22.222 pedidos de impeachments, bateu na mesa e chutou gavetas dizendo que ia abrir CPI contra os institutos de pesquisas. Parece que seu secretário passou a tarde recolhendo pedidos de impeachment do chão. 

Sim os institutos erraram, inclusive os confiáveis. Mas como métodos científicos me agradam mais que os arroubos da turma do fakenews analisemos o caso. Antes, por falar em fakenews, vamos lá, evocar liberdade de expressão para defender quem propaga mentiras fascistas como a “Jovem Ku Klux Pan” e o pastor de gado Dedé Valadão é ingenuidade ou má-fé? Os dois né! O bolsonarismo casa o pobre de direita com a elite. Do casório, a segunda faz a festa e o primeiro paga a conta com salário mínimo sem reajuste, ora pois!

Mas voltando às pesquisas, o percentual atribuído ao Lula ficou próximo do apurado nas eleições, dentro da margem de erro. O problema foi o percentual do capitão, mito ou genocida, como queiram. Aliás o rei do cercadinho adicionou mais um titulo a sua biografia: pedófilo!! E foi o percentual  dele que os institutos, comunas, erraram, "escondendo" em suas pesquisas seus religiosos votos.

Só que não! Quem se escondeu, envergonhada, foi uma parte dos pesquisados. Parcela dos votos do capitão vieram de eleitores  que dizem aos institutos de pesquisas que não têm candidato mas na intimidade da urna se sentem à vontade para liberar seus demônios. E votar no dito cujo. Aí não há ciência e estatística que resista.

Portanto, o percentual de intenções de voto no genocida registrado pelos institutos, que é inferior ao apurado na eleição, diz respeito ao gado que responde a pesquisa “batendo no peito'' o apoio ao capitão. E gado tem peito? Oxi, claro! Cérebro é outra coisa...

Enfim, a ciência padece do boicote dos enrustidos. No caso de governador de São Paulo, em que o Haddad era o líder nas pesquisas mas ficou em segundo lugar, pois ganhou na Capital mas perdeu no interior (70% do eleitorado do estado), há ainda outro fenômeno.

Mas a sucessão estadual fica para outra crônica, esta já está muito longa… Só vai o título provisório do rabisco em processamento na usina: Os conservadores da própria miséria, intelectual e financeira.

Mas como diria o William, Bonner, não o Shakespeare, ”vamos respirar!!!”, quem sabe o coração do poeta "amoleça" o fígado do cronista…

sábado, 1 de outubro de 2022

O Padre, o coronel, a quadrilha da rachadinha e a festa junina de outubro.

Confesso que este rabisco não teve graça. A piada estava pronta!  Desde 28.10.2018. Só que a fome que hoje assola milhões de brasileiros, a insegurança alimentar de outros tantos, as vidas estupidamente perdidas pelo ódio e pela criminosa falta de vacinas contra a covid tornam a piada de extremo mau gosto. Mas como o humor também é catártico, lá vai o cronista de festa junina.

Falemos da festa “caipira” ops debate presidencial realizado lá no arraiá da Vênus Platinada. Aliás, registre-se aqui como em diversos outros rabiscos de outrora, que a emissora do Jardim Botânico é uma das grandes responsáveis pela disseminação da cultura antipetista e pró-lavajatista. Só lembrando que um tal de Moro virou, lá trás, verdadeiro galã global. Mas o produto do golpe, a criatura imbrochável, sem gozação, se voltou contra o Criador. 

A Globo, por percepção errada ou falta de visão mesmo, não imaginou que o apoio e os compromissos/dívidas de campanha assumidos pelo Capitão com evangélicos o deixaria nas mãos da emissora do Bispo e, depois da do ex-dono do Baú da Felicidade, afinal bons genros são para isso. Assim, os Marinhos sentiram quanto dói a saudade de verbas publicitárias do governo. Pra turma do bozo a mãe do bolsonarismo virou a madrasta globolixo.

Foi o típico caso de desinformação de massa. A Globo mentiu tanto e tantas vezes, em horário nobre, que o pessoal acabou acreditando. Só que quando, por interesses próprios, resolveu falar a verdade muitos não acreditaram. A Vênus deu, então, com os burros n'água. Ou com o gado no pasto?

É óbvio que além dela outras mídias também prestaram à elite tupiniquim o serviço de demonizar o PT, mas nenhuma outra tem tanta penetração como a Globo. Agora desculpem-me a piada de mau gosto, mas o brasileiro sentiu isso. Cronista pornográfico!

Mas voltando ao debate, nada mais representativo desse governo que um padre fake. O que esperar de um capitão “religioso” que põe uma metralhadora nas mãos de Cristo? Ou dum coronel fake que desonra as tradições do partido de Brizola? Alguém que se diz socialista, turista parisiense nas horas difíceis, e fala de economia e distribuição de renda ao mesmo tempo que serve de linha de apoio para um distribuidor de armas, cadáveres e miséria? Ou o que esperar de candidatos "nanicos" que vão a debates apenas para barganharem cargos por apoio num eventual segundo turno? 

Aliás cabe frisar que candidatos "nanicos", às vezes, se dão bem porque não sofrem ataques. Contra eles não há candidato laranja, atrás do qual se esconde a maça podre. Como se diria no futebol os nanicos "jogam" desmarcados. Aí viram franco atiradores sem nenhum tipo de questionamentos. Ninguém ali vai precisar lembrar que algumas e alguns que se dizem progressistas e democráticos votaram a favor do golpe contra Dilma e a favor de várias pautas neoliberais do bolsonarismo.   

O que era para ser um debate de ideias e planos de governo - romântico eu né?, devaneios de arremedo de poeta! - virou um festival de baixarias e linchamento ao líder das pesquisas. O fake mór e seus fakes adjuntos tentaram nocautear o adversário comum, deles! Tentaram… Mas entendo que apesar das armações, fakes e falcatruas não conseguiram. Ficou um 0 x 0 horroroso. 

E o Bruxo, que tem sangue nas veias e vergonha na cara, rezou a missa pro “padre”, anunciou que vai fazer a quadrilha dançar, receitou chá de erva-cidreira para o coronel, cozinhou pamonhas, fez paçoca de fake, que foram comidas com amendoim, milho e pipoca, regados a vinho quente e quentão. Ou a uma boa cachacinha?

domingo, 25 de setembro de 2022

Metaverso e a realidade real…

A primeira vez que ouvi falar em metaverso lembrei do Gil. “Uma lata existe para conter algo/Mas quando o poeta diz: lata/Pode estar querendo dizer o incontível/Uma meta existe para ser um alvo/Mas quando o poeta diz: meta/Pode estar querendo dizer o inatingível/ Por isso, não se meta a exigir do poeta/Que determine o conteúdo em sua lata/Na lata do poeta tudo, nada cabe/Pois ao poeta cabe fazer/Com que na lata venha a caber o incabível/Deixe a meta do poeta, não discuta/Deixe a sua meta fora da disputa/Meta dentro e fora, lata absoluta/Deixe-a simplesmente metáfora” Desculpem, mas a genialidade do Gilberto merece a extensa reprodução.

Mas eis que não rs… Zombeterismo à parte, a realidade “artificial” nada tem a ver com os versos do poeta, muito menos com a sua meta! Nos alfarrábios, misturemos nessa lata erudição e pós-modernismo, consta que metaverso é “um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de realidade virtual, realidade aumentada e Internet."

Ainda que correndo o risco de chatear meu qualificado público leitor quis trazer aqui o conceito para que não misturemos alhos com bugalhos. Nem Gilberto Gil com Mark Zuckerberg ou Neal Stephenson, o verdadeiro pai do metaverso. Os três "papas” em suas áreas. Se bem que essa “lata” é do Francisco, o portenho do Vaticano, amigo do Lula! Pronto, o sujeito tinha que meter política na crônica! Mas dia 02.10.2022 está chegando…

Enfim, os que me conhecem sabem da minha paixão pelo lirismo e devaneios poéticos do Gilberto e de todos os talentosos companheiros de sua arte. E que curto o moderno, jovem e revolucionário, com qualidade, é claro. Só acho que assim como a arte e a ciência, a tecnologia e seus avanços tem que estar ao alcance de todos.

Além disso, creio que a sua aplicabilidade deve ter razão e também prazer. Pois se o ambiente artificial tem suas vantagens nas relações comerciais e profissionais, não gostaria de delegar a avatares a vivência dos meus prazeres e dores. Como eles a rabiscariam? (autoplágio)

Quem me segue já deve ter lido a frase sublinhada num rabisco de ontem, literalmente. Sim, é assim que eu funciono. Uma frase, uma causa, uma imagem, uma pessoa, um sentimento... uma disenteria do bolsonaro me trazem à cabeça novos versos e prosas. Uma usina de ideias, para o bem ou para o mal. Bom, pensando bem, deletem essa informação é muito desnudante e vira-lata. E este rabisco não é proibido para menores.

E por falar em criança, e sério, acho que enquanto houver uma delas passando fome, assim como um adulto também, fica um tanto descabido, na lata do poeta Gil ou de qualquer um, falar em realidade artificial, iludida ou imaginária, porque o que “enche barriga” é algo bem mais plausível e prosaico.

sábado, 24 de setembro de 2022

O mundo home office na vida de um rueiro…

No tempo da D. Eudette dizia-se que a mulher que não era “do lar” e exercia uma atividade profissional “trabalhava fora”. Era o caso da dita cuja. Aliás, isso não era comum para as mulheres da geração dela. Seu consorte, de fato, era um afortunado. Já a recíproca… Mas ela nem imaginava que um dia seria possível “trabalhar fora” sem sair de casa! Infelizmente, seu filho, cronista home office, nem poderá rabiscar isso pra ela.

No batente desde cedo, como office boy, on the street not at home!, hoje tento me adaptar a essa nova circunstância do trabalho. Para mim o ritual do deslocamento, do ambiente externo, do almoço fora, dos colegas de trabalho, meio Silvio Santos né?, sempre foi o modus operandi da vida profissional!

Brigar com chefe a cores e ao vivo, mimar o funcionário olho no olho, zombetear Josés Reinaldos, Eduardos e Mônicas da vida, negociar no tête-à-tête, "bater na mesa" em reuniões com advogados, empresários e seus asseclas, bater papo com a mesa do lado no escritório, viagens a serviço por conta do patrão, tomar uns 10 cafezinhos da Dona Cida, tudo isso é sem igual apesar do trânsito e do custo financeiro.

Afinal um moleque de rua, que ainda moleque foi pro batente, adaptou-se melhor ao trabalho “fora”. A vida doméstica desde sempre me foi um terreno hostil. E cadê o happy hour? Aliás, peço desculpas aos fiéis leitores pelo anglicismo à la Santa Cecilia. Mas isso faz parte of the home office world.

Sendo assim, tão pouco familiar a vida caseira, ainda cogito um escritório para fazer lá o mesmo que faço em casa. Loucura? Sei lá. Entre outras coisas, só eu e o Abel Ferreira sabemos a vizinha que temos…
 
É verdade que o mundo digital parece cair como uma luva para o mercado financeiro, com seus sites, bolsas, ações, paralisações, pregões, índices, planilhas, projeções, calls, conexões, conferências e reuniões de negócios virtuais. Atas e desatas. 

Nem vou falar aqui em metaverso para não dar nó na cabeça de ninguém. Pois se o ambiente artificial tem suas vantagens nas relações comerciais e profissionais, eu, particularmente, não gostaria de delegar a avatares a vivência dos meus prazeres e dores. Como eles a rabiscariam?

Enfim, quanto ao home office, ainda que sopesadas as vantagens econômicas, viárias e ambientais, entre outras, confesso, mano do céu, que para um ex moleque de rua, inveterado rueiro, ainda soa meio estranho “trabalhar fora de dentro de casa”.

sábado, 3 de setembro de 2022

O fígado, o genocida e sua fraude eleitoral

Alguns seguidores, talvez meio perdidos, têm me perguntado sobre as crônicas políticas. A minha querida e amada galera da esquerda gosta da pegada pesada, sem perder a ternura, é claro! Então, companheiras e companheiros... não é por falta de gosto, mas talvez desgosto.

A minha atração pela política continua a mesma, acompanho pari passu. Mas, convenhamos, a toxicidade do tema muitas vezes ataca o fígado. E haja bílis. Ainda mais com o câncer metastático que hoje ocupa a presidência verde-amarela. Se não bastasse todas as divergências políticas, econômicas, ideológicas, filosóficas, intelectuais, culturais, etc etc, ainda tenho um ranço pessoal do sujeito. O cabra tentou me matar.

Dramático? Será? Sei lá.... Já rabisquei, em versos e prosa, a experiência de 17 dias na UTI, entubado, dos 35 que fiquei internado. Hoje, depois de ano e meio, vez ou outra, ainda sonho ou “pesadeleio” com o pelotão de branco do Nove de Julho, nosocômio paulistano. Peguei uma covid devastadora sem dose nem piedade. Numa época que, apesar de já ter no mundo, não havia vacina no Brasil! Eu não tinha sido copiado dos e-mails da Pfizer.

Mas eu tive sorte! Graças a Deus, pude “entregar” 12 kg de músculos para me safar desta. Sai do hospital uma geleia. Não parava em pé, que dirá andar. Ainda bem que, ao contrário de muitos brasilenhos, os músculos têm memória. Enfim sobrevivi, porém, infelizmente, mais de 680 mil brasileiros não tiveram a mesma sorte. Mas essa conta o genocida vai pagar na Justiça. Nem que seja a divina!

A conta dos pobres é que não fecha. E é por causa deles que resolvi, hoje, voltar a rabiscar sobre política, história e economia. Pois nunca deixei de gostar desses temas e não tenho amnésia. Afinal, ninguém passa por um curso de economia, pós em finanças e 39 anos no mercado financeiro sem aprender nada dessa bagaça.

No começo de 2020, em função da pandemia, tivemos o isolamento social, que salvou muita gente apesar de, recordar é viver!, o “presida” ter sido contra e combatido de todas as formas a medida. Escrevi, à época, nesses rabiscos da vida, que era imprescindível a injeção de recursos, pelo governo, para salvar a economia. Ainda que fosse com a emissão de moeda, conforme defendiam os “lunáticos” economistas da escola desenvolvimentista, ou seria economistas poéticos amantes da Lua?

Mas o capitão e seu ajudante de ordens, o anão do Mercado, foram contra. Aliás, sempre criticaram o bolsa família e outras "esmolas oficiais para vagabundos", como o mercado, seu capataz ministerial e o bobo da corte chamavam os programas petistas de distribuição de renda. Os tais vermelhos comunas!! Apenas, e tão somente, por pressão da oposição foi aprovado o auxílio emergencial, inclusive num valor maior do que o governo, encurralado e contrariado, aceitava dar. Isso são fatos recentes não é fábula. É História! A do “Capitão, os pastores e suas ovelhas”

Aí depois de 3 anos e 10 meses matando o povo de fome, de covid e de ódio, o capetão, ops capitão, percebeu, há dois meses da eleição, que existe pobreza no Brasil. Mais uma sórdida tentativa de manipulação, haja vista as condições e validade do chamado Auxílio Brasil. Torço, de coração, que a população mais carente aproveite bem o dinheiro e saiba em quem votar. De repente, em alguém que tem como premissa uma política permanente de inclusão social e distribuição de renda. Do tipo daquela que tirou da miséria 40 milhões de brasileiros, os quais o capitão solenemente devolveu a ela! Eu avisei do fígado…