sexta-feira, 21 de outubro de 2022

As pesquisas, os enrustidos, os "conservadores” da própria miséria e o mito pedófilo...

Não tenho procuração de institutos de pesquisas para defendê-los. Sequer conheço alguém da área. Nunca fui entrevistado por eles em pesquisas eleitorais. Talvez leiam meus rabiscos, aí eles não perdem tempo. Já perderam em lê-los!

Primeiro turno encerrado. Antes disso o genocida tinha ficado com o cool na mão de já ser mandado pra casa. Em Bangu 22. Aí, aliviado pela sobrevida, resolveu junto com seu séquito atacar os institutos de pesquisas.

Até o tal de Lira, aquele que em troca do orçamento secreto  arquivou 22.222 pedidos de impeachments, bateu na mesa e chutou gavetas dizendo que ia abrir CPI contra os institutos de pesquisas. Parece que seu secretário passou a tarde recolhendo pedidos de impeachment do chão. 

Sim os institutos erraram, inclusive os confiáveis. Mas como métodos científicos me agradam mais que os arroubos da turma do fakenews analisemos o caso. Antes, por falar em fakenews, vamos lá, evocar liberdade de expressão para defender quem propaga mentiras fascistas como a “Jovem Ku Klux Pan” e o pastor de gado Dedé Valadão é ingenuidade ou má-fé? Os dois né! O bolsonarismo casa o pobre de direita com a elite. Do casório, a segunda faz a festa e o primeiro paga a conta com salário mínimo sem reajuste, ora pois!

Mas voltando às pesquisas, o percentual atribuído ao Lula ficou próximo do apurado nas eleições, dentro da margem de erro. O problema foi o percentual do capitão, mito ou genocida, como queiram. Aliás o rei do cercadinho adicionou mais um titulo a sua biografia: pedófilo!! E foi o percentual  dele que os institutos, comunas, erraram, "escondendo" em suas pesquisas seus religiosos votos.

Só que não! Quem se escondeu, envergonhada, foi uma parte dos pesquisados. Parcela dos votos do capitão vieram de eleitores  que dizem aos institutos de pesquisas que não têm candidato mas na intimidade da urna se sentem à vontade para liberar seus demônios. E votar no dito cujo. Aí não há ciência e estatística que resista.

Portanto, o percentual de intenções de voto no genocida registrado pelos institutos, que é inferior ao apurado na eleição, diz respeito ao gado que responde a pesquisa “batendo no peito'' o apoio ao capitão. E gado tem peito? Oxi, claro! Cérebro é outra coisa...

Enfim, a ciência padece do boicote dos enrustidos. No caso de governador de São Paulo, em que o Haddad era o líder nas pesquisas mas ficou em segundo lugar, pois ganhou na Capital mas perdeu no interior (70% do eleitorado do estado), há ainda outro fenômeno.

Mas a sucessão estadual fica para outra crônica, esta já está muito longa… Só vai o título provisório do rabisco em processamento na usina: Os conservadores da própria miséria, intelectual e financeira.

Mas como diria o William, Bonner, não o Shakespeare, ”vamos respirar!!!”, quem sabe o coração do poeta "amoleça" o fígado do cronista…

sábado, 1 de outubro de 2022

O Padre, o coronel, a quadrilha da rachadinha e a festa junina de outubro.

Confesso que este rabisco não teve graça. A piada estava pronta!  Desde 28.10.2018. Só que a fome que hoje assola milhões de brasileiros, a insegurança alimentar de outros tantos, as vidas estupidamente perdidas pelo ódio e pela criminosa falta de vacinas contra a covid tornam a piada de extremo mau gosto. Mas como o humor também é catártico, lá vai o cronista de festa junina.

Falemos da festa “caipira” ops debate presidencial realizado lá no arraiá da Vênus Platinada. Aliás, registre-se aqui como em diversos outros rabiscos de outrora, que a emissora do Jardim Botânico é uma das grandes responsáveis pela disseminação da cultura antipetista e pró-lavajatista. Só lembrando que um tal de Moro virou, lá trás, verdadeiro galã global. Mas o produto do golpe, a criatura imbrochável, sem gozação, se voltou contra o Criador. 

A Globo, por percepção errada ou falta de visão mesmo, não imaginou que o apoio e os compromissos/dívidas de campanha assumidos pelo Capitão com evangélicos o deixaria nas mãos da emissora do Bispo e, depois da do ex-dono do Baú da Felicidade, afinal bons genros são para isso. Assim, os Marinhos sentiram quanto dói a saudade de verbas publicitárias do governo. Pra turma do bozo a mãe do bolsonarismo virou a madrasta globolixo.

Foi o típico caso de desinformação de massa. A Globo mentiu tanto e tantas vezes, em horário nobre, que o pessoal acabou acreditando. Só que quando, por interesses próprios, resolveu falar a verdade muitos não acreditaram. A Vênus deu, então, com os burros n'água. Ou com o gado no pasto?

É óbvio que além dela outras mídias também prestaram à elite tupiniquim o serviço de demonizar o PT, mas nenhuma outra tem tanta penetração como a Globo. Agora desculpem-me a piada de mau gosto, mas o brasileiro sentiu isso. Cronista pornográfico!

Mas voltando ao debate, nada mais representativo desse governo que um padre fake. O que esperar de um capitão “religioso” que põe uma metralhadora nas mãos de Cristo? Ou dum coronel fake que desonra as tradições do partido de Brizola? Alguém que se diz socialista, turista parisiense nas horas difíceis, e fala de economia e distribuição de renda ao mesmo tempo que serve de linha de apoio para um distribuidor de armas, cadáveres e miséria? Ou o que esperar de candidatos "nanicos" que vão a debates apenas para barganharem cargos por apoio num eventual segundo turno? 

Aliás cabe frisar que candidatos "nanicos", às vezes, se dão bem porque não sofrem ataques. Contra eles não há candidato laranja, atrás do qual se esconde a maça podre. Como se diria no futebol os nanicos "jogam" desmarcados. Aí viram franco atiradores sem nenhum tipo de questionamentos. Ninguém ali vai precisar lembrar que algumas e alguns que se dizem progressistas e democráticos votaram a favor do golpe contra Dilma e a favor de várias pautas neoliberais do bolsonarismo.   

O que era para ser um debate de ideias e planos de governo - romântico eu né?, devaneios de arremedo de poeta! - virou um festival de baixarias e linchamento ao líder das pesquisas. O fake mór e seus fakes adjuntos tentaram nocautear o adversário comum, deles! Tentaram… Mas entendo que apesar das armações, fakes e falcatruas não conseguiram. Ficou um 0 x 0 horroroso. 

E o Bruxo, que tem sangue nas veias e vergonha na cara, rezou a missa pro “padre”, anunciou que vai fazer a quadrilha dançar, receitou chá de erva-cidreira para o coronel, cozinhou pamonhas, fez paçoca de fake, que foram comidas com amendoim, milho e pipoca, regados a vinho quente e quentão. Ou a uma boa cachacinha?

domingo, 25 de setembro de 2022

Metaverso e a realidade real…

A primeira vez que ouvi falar em metaverso lembrei do Gil. “Uma lata existe para conter algo/Mas quando o poeta diz: lata/Pode estar querendo dizer o incontível/Uma meta existe para ser um alvo/Mas quando o poeta diz: meta/Pode estar querendo dizer o inatingível/ Por isso, não se meta a exigir do poeta/Que determine o conteúdo em sua lata/Na lata do poeta tudo, nada cabe/Pois ao poeta cabe fazer/Com que na lata venha a caber o incabível/Deixe a meta do poeta, não discuta/Deixe a sua meta fora da disputa/Meta dentro e fora, lata absoluta/Deixe-a simplesmente metáfora” Desculpem, mas a genialidade do Gilberto merece a extensa reprodução.

Mas eis que não rs… Zombeterismo à parte, a realidade “artificial” nada tem a ver com os versos do poeta, muito menos com a sua meta! Nos alfarrábios, misturemos nessa lata erudição e pós-modernismo, consta que metaverso é “um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de realidade virtual, realidade aumentada e Internet."

Ainda que correndo o risco de chatear meu qualificado público leitor quis trazer aqui o conceito para que não misturemos alhos com bugalhos. Nem Gilberto Gil com Mark Zuckerberg ou Neal Stephenson, o verdadeiro pai do metaverso. Os três "papas” em suas áreas. Se bem que essa “lata” é do Francisco, o portenho do Vaticano, amigo do Lula! Pronto, o sujeito tinha que meter política na crônica! Mas dia 02.10.2022 está chegando…

Enfim, os que me conhecem sabem da minha paixão pelo lirismo e devaneios poéticos do Gilberto e de todos os talentosos companheiros de sua arte. E que curto o moderno, jovem e revolucionário, com qualidade, é claro. Só acho que assim como a arte e a ciência, a tecnologia e seus avanços tem que estar ao alcance de todos.

Além disso, creio que a sua aplicabilidade deve ter razão e também prazer. Pois se o ambiente artificial tem suas vantagens nas relações comerciais e profissionais, não gostaria de delegar a avatares a vivência dos meus prazeres e dores. Como eles a rabiscariam? (autoplágio)

Quem me segue já deve ter lido a frase sublinhada num rabisco de ontem, literalmente. Sim, é assim que eu funciono. Uma frase, uma causa, uma imagem, uma pessoa, um sentimento... uma disenteria do bolsonaro me trazem à cabeça novos versos e prosas. Uma usina de ideias, para o bem ou para o mal. Bom, pensando bem, deletem essa informação é muito desnudante e vira-lata. E este rabisco não é proibido para menores.

E por falar em criança, e sério, acho que enquanto houver uma delas passando fome, assim como um adulto também, fica um tanto descabido, na lata do poeta Gil ou de qualquer um, falar em realidade artificial, iludida ou imaginária, porque o que “enche barriga” é algo bem mais plausível e prosaico.

sábado, 24 de setembro de 2022

O mundo home office na vida de um rueiro…

No tempo da D. Eudette dizia-se que a mulher que não era “do lar” e exercia uma atividade profissional “trabalhava fora”. Era o caso da dita cuja. Aliás, isso não era comum para as mulheres da geração dela. Seu consorte, de fato, era um afortunado. Já a recíproca… Mas ela nem imaginava que um dia seria possível “trabalhar fora” sem sair de casa! Infelizmente, seu filho, cronista home office, nem poderá rabiscar isso pra ela.

No batente desde cedo, como office boy, on the street not at home!, hoje tento me adaptar a essa nova circunstância do trabalho. Para mim o ritual do deslocamento, do ambiente externo, do almoço fora, dos colegas de trabalho, meio Silvio Santos né?, sempre foi o modus operandi da vida profissional!

Brigar com chefe a cores e ao vivo, mimar o funcionário olho no olho, zombetear Josés Reinaldos, Eduardos e Mônicas da vida, negociar no tête-à-tête, "bater na mesa" em reuniões com advogados, empresários e seus asseclas, bater papo com a mesa do lado no escritório, viagens a serviço por conta do patrão, tomar uns 10 cafezinhos da Dona Cida, tudo isso é sem igual apesar do trânsito e do custo financeiro.

Afinal um moleque de rua, que ainda moleque foi pro batente, adaptou-se melhor ao trabalho “fora”. A vida doméstica desde sempre me foi um terreno hostil. E cadê o happy hour? Aliás, peço desculpas aos fiéis leitores pelo anglicismo à la Santa Cecilia. Mas isso faz parte of the home office world.

Sendo assim, tão pouco familiar a vida caseira, ainda cogito um escritório para fazer lá o mesmo que faço em casa. Loucura? Sei lá. Entre outras coisas, só eu e o Abel Ferreira sabemos a vizinha que temos…
 
É verdade que o mundo digital parece cair como uma luva para o mercado financeiro, com seus sites, bolsas, ações, paralisações, pregões, índices, planilhas, projeções, calls, conexões, conferências e reuniões de negócios virtuais. Atas e desatas. 

Nem vou falar aqui em metaverso para não dar nó na cabeça de ninguém. Pois se o ambiente artificial tem suas vantagens nas relações comerciais e profissionais, eu, particularmente, não gostaria de delegar a avatares a vivência dos meus prazeres e dores. Como eles a rabiscariam?

Enfim, quanto ao home office, ainda que sopesadas as vantagens econômicas, viárias e ambientais, entre outras, confesso, mano do céu, que para um ex moleque de rua, inveterado rueiro, ainda soa meio estranho “trabalhar fora de dentro de casa”.

sábado, 3 de setembro de 2022

O fígado, o genocida e sua fraude eleitoral

Alguns seguidores, talvez meio perdidos, têm me perguntado sobre as crônicas políticas. A minha querida e amada galera da esquerda gosta da pegada pesada, sem perder a ternura, é claro! Então, companheiras e companheiros... não é por falta de gosto, mas talvez desgosto.

A minha atração pela política continua a mesma, acompanho pari passu. Mas, convenhamos, a toxicidade do tema muitas vezes ataca o fígado. E haja bílis. Ainda mais com o câncer metastático que hoje ocupa a presidência verde-amarela. Se não bastasse todas as divergências políticas, econômicas, ideológicas, filosóficas, intelectuais, culturais, etc etc, ainda tenho um ranço pessoal do sujeito. O cabra tentou me matar.

Dramático? Será? Sei lá.... Já rabisquei, em versos e prosa, a experiência de 17 dias na UTI, entubado, dos 35 que fiquei internado. Hoje, depois de ano e meio, vez ou outra, ainda sonho ou “pesadeleio” com o pelotão de branco do Nove de Julho, nosocômio paulistano. Peguei uma covid devastadora sem dose nem piedade. Numa época que, apesar de já ter no mundo, não havia vacina no Brasil! Eu não tinha sido copiado dos e-mails da Pfizer.

Mas eu tive sorte! Graças a Deus, pude “entregar” 12 kg de músculos para me safar desta. Sai do hospital uma geleia. Não parava em pé, que dirá andar. Ainda bem que, ao contrário de muitos brasilenhos, os músculos têm memória. Enfim sobrevivi, porém, infelizmente, mais de 680 mil brasileiros não tiveram a mesma sorte. Mas essa conta o genocida vai pagar na Justiça. Nem que seja a divina!

A conta dos pobres é que não fecha. E é por causa deles que resolvi, hoje, voltar a rabiscar sobre política, história e economia. Pois nunca deixei de gostar desses temas e não tenho amnésia. Afinal, ninguém passa por um curso de economia, pós em finanças e 39 anos no mercado financeiro sem aprender nada dessa bagaça.

No começo de 2020, em função da pandemia, tivemos o isolamento social, que salvou muita gente apesar de, recordar é viver!, o “presida” ter sido contra e combatido de todas as formas a medida. Escrevi, à época, nesses rabiscos da vida, que era imprescindível a injeção de recursos, pelo governo, para salvar a economia. Ainda que fosse com a emissão de moeda, conforme defendiam os “lunáticos” economistas da escola desenvolvimentista, ou seria economistas poéticos amantes da Lua?

Mas o capitão e seu ajudante de ordens, o anão do Mercado, foram contra. Aliás, sempre criticaram o bolsa família e outras "esmolas oficiais para vagabundos", como o mercado, seu capataz ministerial e o bobo da corte chamavam os programas petistas de distribuição de renda. Os tais vermelhos comunas!! Apenas, e tão somente, por pressão da oposição foi aprovado o auxílio emergencial, inclusive num valor maior do que o governo, encurralado e contrariado, aceitava dar. Isso são fatos recentes não é fábula. É História! A do “Capitão, os pastores e suas ovelhas”

Aí depois de 3 anos e 10 meses matando o povo de fome, de covid e de ódio, o capetão, ops capitão, percebeu, há dois meses da eleição, que existe pobreza no Brasil. Mais uma sórdida tentativa de manipulação, haja vista as condições e validade do chamado Auxílio Brasil. Torço, de coração, que a população mais carente aproveite bem o dinheiro e saiba em quem votar. De repente, em alguém que tem como premissa uma política permanente de inclusão social e distribuição de renda. Do tipo daquela que tirou da miséria 40 milhões de brasileiros, os quais o capitão solenemente devolveu a ela! Eu avisei do fígado…

sábado, 20 de agosto de 2022

Entre cães e gatos… O mundo pet e o gado!

Minha tia Marcela adorava animais de estimação. Primeiro foi a Bolinha, a pequenez, princesa do pedaço. A cadelinha morreu atropelada. Certa vez, num descuido na abertura da porta de casa, a cachorrinha, caseira, disparou, afoita e ingenuamente, em direção ao meio da rua. Sentimos todos muito aquela perda.

Depois vieram o Lelinho e a Misturadinha. Desconfio, hoje, que minha tia tenha dado esse nome a ela para não afrontar demais o palestrino das Minas Gerais, tio Antônio, com uma gata alvinegra.

A dupla de bichanos, andava serelepe o dia inteiro pela casa. Mas à noite ambos tinham um programa especial. Passear, festivamente, pelo sofá da sala. E tem sofá de quarto? Claro que sim,uai! E ali naquele móvel da sala dormia, ou pelo menos tentava, um moleque que, entre outras travessuras, viria a se transformar neste cronista de sofá, cama, mesa e banho.

Eu até que curtia os gatinhos, mas aqueles passeios noturnos deles me preocupava, a ponto de me tirar o sono. A Misturadinha era mais sapeca. Este rabisqueiro, à época na inocência dos seis ou sete anos de idade, fugia da gatinha a noite toda. Talvez tivesse sido prudente manter essa estratégia vida afora...

Já em outro momento do meu caminho dividi um belo apartamento, agora com direito a quarto, cama de casal e outras benesses, com a minha ginecologista particular, a avó dela, seria minha sogravó?, e dois destemidos poodles.

Esses últimos já acostumados a viverem apenas com a avó e a neta em outros endereços. Então eles, digamos assim, estranhavam aquela figura masculina que agora lhes roubava a atenção e os cuidados da doutora. E justiça seja feita, ela se desdobrava, fazia um parto para equilibrar as traquinas rosnices caninas com a peralta impulsividade, de outrora, do seu companheiro.

Assim, na minha caminhada entre cães e gatos, hoje eu saindo da padoca me deparo com um anúncio na banca de jornal. “Temos jornal pet``, ipsis litteris. Sim, a ideia é oferecer material para o descarte dos dejetos orgânicos dos pets. Mas a demasiada e zombeteira criatividade me fez devanear…

Imaginei um periódico destinado ao gado de estimação. Com patrocínio das lojas Havana$ não a de Cuba mas a da “Liberdade”. Seria recheado de fakenews e de figurinhas coloridas para facilitar a leitura. O nome do matutino seria “Diário da Tchutchuca do Centrão". A assinatura do jornal daria, ainda, direito a descontos na compra de uma cesta básica, composta de uma caixa de cloroquina, um bloco de papel para votação, meio quilo de pólvora e uma lata de Whey, tudo com isenção fiscal!

Mas não bastou… num cenário alternativo visualizei uma possível reunião entre a Bolinha, o Lelinho, de botas, a Misturadinha, mais recatada e com óculos de grau, e os poodles, de cachecol pro frio, para lerem as notícias no café da manhã. O pão de queijo era por conta do Tio Antônio!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Higienópolis sem onze e meia...

Rueiro inveterado este cronista de rua sempre foi avesso à TV. Hoje, por exemplo, minha grade de canais se restringe apenas a canais de esportes. Só pra ver o meu Palmeiras, sim senhor! Netflix e Amazon suprem outras necessidades culturais. Olha aí o merchan gratuito gente!

Mas insone renitente havia certo programa televisivo que despertava minha atenção, como se eu conseguisse dormir! A atração chamava-se “ Jô 11 e meia'', só no nome, pois das 23:30 horas o programa nunca começava antes da meia noite. Assim madrugada adentro um certo "gordinho" simpático, inteligente, culto e bem humorado enchia a tela da minha TV. Por ele o aparelho se ligava!

O carismático entrevistador, e sua indefectível caneca, brilhavam tanto ou mais que os ilustres entrevistados. Estes descontraídos e arrebatados se rendiam ao apresentador e produziam deliciosas e interessantes entrevistas. Enfim, era difícil resistir ao seu humor inteligente. Eclético, inspirado e inquieto em outros momentos ele já havia produzido impagáveis e inesquecíveis personagens humorísticos.

O seu programa de entrevistas era um cultural gozo televisivo! Que arrancava gargalhadas até do sisudo Bira! Bira, Derico e a banda, todos comandados pelo "maestro" Jô. Televisão, teatro, cinema, literatura, pintura nada passou ileso ao inesgotável talento daquele fanático torcedor do tricolor das laranjeiras. Carioca de nascimento paulista por opção. Assim o dizia.

Diplomata, poeta, escritor, jornalista, dramaturgo, diretor e ator de televisão, cinema e teatro, músico e artista plástico. Num momento de escassez de inteligência sua genialidade fará muita falta. Descanse em paz, José EuGÊNIO Soares! Beijo pro gordo!!