sábado, 25 de março de 2023

Os juros e o sono eterno...

Enganei vocês…! Pensaram que eu ia rabiscar sobre o pornográfico patamar da taxa de juros? Não! Já falei muito nisso, vou deixar agora para o Edu. Pois nem precisa ser economista para entender essa didática explicação dele. Creio eu que o presidente do BC/PIX e sua claque neoliberal devem, ou pelo menos deveriam, ficar nús depois dessa aula do Eduardo Moreira Real. https://www.instagram.com/reel/CqNuhG_tJSL/?igshid=YmMyMTA2M2Y=
O merchan é grátis, ele merece!

Mas o que me fez rabiscar esta bagaça foi o comentário que li logo abaixo do post do Eduardo. Como esta crônica vai ficar autônoma em relação ao vídeo vou reproduzir aqui o comentário, sem dar destaque ao seu autor pois esse não merece merchan. Mas quem assistir o vídeo vai localizar o alienado comentário.

Mas vamos lá, o sujeito escreveu numa publicação que aborda a inexplicável, aliás explicável para interesses escusos, manutenção da elevada taxa de juros o seguinte “vai ficar falando só disso e ignorar o caso PCC vc Moro?” Provavelmente, o destro pauperis, recém saído de alguma porta de quartel, ignore o mal que a elevada taxa de juros faça na vida dele.

Era intenção minha dar um tempo nos rabiscos. Focar só em cuidar das finanças alheias e das minhas próprias, nesse caso tentando vender meu livro. Afinal sou um péssimo vendedor. Mas senti uma horrível pontada no fígado ao ler o comentário do provável bolsominion, o tal Mané! Se o humor é catártico para o fígado vamos aos fatos, com seriedade.

Até antes do marreco de Maringá, desculpem mas o humor é o elixir hepático, ser desmascarado em praça pública este cronista de botequim já colecionava rabiscos citando o histórico dele. Desde o caso do Banestado o desMOROnado já tinha mostrado sua cara. Depois disso ele foi o grande artífice do esquema “não deixemos o Lula ganhar a eleição de 2018”. O ex-juiz virou uma espécie de “galã” global.

Sim, a rede Globo, hoje pré-falimentar, foi uma das grandes fomentadoras do antipetismo. Ela que agora posa de “madalena arrependida” por ter ajudado a criar o monstro que ganhou as eleições de 2018. Só que o genocida endereçou as milionárias verbas publicitárias governamentais para a Record. Será por isso que a Vênus Platinada mudou de lado??

Em pouco tempo, recordemos, o ex juiz que condenou o virtual vencedor da eleição presidencial de 2018 à prisão, sem provas, virou ministro da Justiça do vencedor do mesmo pleito e, ainda, com a promessa de sua nomeação para o STF. Saiu do governo acusando o presidente de interferência no trabalho dele em razão de querer proteger a famiglia bolsonaro. Que Anderson e Marielle descansem em paz! Mas seus assassinos??

Para surpresa geral, menos para quem tem meio neurônio e um décimo de memória, o homem acabou apoiando a reeleição do sujeito de cujo governo ele se demitiu por interferência do próprio presidente. O apoio de Moro à reeleição de Bolsonaro, a quem alguns meses antes ele acusou de prevaricação? Ah sim era preciso para ele garantir o voto bolsonarista para sua candidatura ao senado.

Um sujeito com esse histórico criar uma fakenews sobre suspeita de assassinato pelo PCC seria difícil? É para falar sério? Então falemos! É para dar nome aos bois? Este rabisqueiro dá. Quem sabe dando nome aos bois o gado acorde! Se bem que acho difícil, ô sono alienante!!

domingo, 22 de janeiro de 2023

O golpe econômico-político...

Tenho ouvido que deveria criar um podcast para falar de política, economia, história e literatura. Olha só que chique, podcast! Mas que história é essa? Sou mero rabisqueiro metido a poeta com tesão por trovas, lirismo e musas. E também arremedo de cronista do cotidiano, com fetiche por história e ciências econômicas, sociais, filosóficas e políticas, neste caso o fetiche vem com perversão comunista…

Sim, cursei economia e trabalhei a vida toda no mercado financeiro. E ainda não me afastei dele. Comecei a trabalhar nele por sobrevivência e não larguei mais. Também fiz letras mas para uso próprio não tenho a pretensão de ser professor. Até porque mestre em português de verdade é um tal torcedor do Juventus, da Móoca, com quem eu tive a felicidade de ter aula. O então desconhecido Pasquale Cipro Neto.

A minha profissão foi escolhida pela necessidade. Entrei no Banco do Brasil antes do que em qualquer faculdade. A Fundação, ou afundação,  Gallucci precisava de um mantenedor. Cursar economia foi uma opção a partir do BB. Mas acabou sendo bom. Já para as letras fui porque me falaram, nas entrelinhas, que era o curso que tinha mais mulheres. Brincadeira, viram! Eu gosto de literatura! 

E foi um assunto econômico desta semana, que também deveria ser jurídico e policial, o motivo da sugestão do podcast. Ao explicá-lo recebi, de novo, a tal dica. Como não intenciono, no momento, ressalva geminiana, criar o tal de podcast, que poderia ser o poeta comunista, o economista lunático ou o filósofo de Cuba vou tratar do assunto aqui mesmo. Até em caráter de desabafo! Sendo assim, lá vem o hoje cronista econômico de botequim.

Nos bancos escolares me apresentaram economia como a ciência que administra recursos escassos para o bem comum. Só que na visão econômica de alguns, essa ciência é para “experts” que tem escrúpulos escassos o suficiente para administrarem os bens comuns de suas bilionárias fortunas. O “mercado” e a escola neoliberal parecem não se abalarem com essa prática do modo como se “descabelam” quando se fala em extrapolar o teto de gastos do governo para matar a fome do povo. E o mercado tem cabelo? Sei lá... se não tem cabelo, tem peruca e maquiagem!

Que serve para “maquiar” balanços contábeis de grandes corporações, que têm ações em bolsa de valores, “criando” lucros artificiais, onde há prejuízo, para justificar a distribuição de bônus, juros sobre capital próprio (remuneração do capital do próprio sócio) e gordos pró-labores aos seus maiores acionistas.

O mais triste é que ao ser descoberta a fraude a situação não se resolve e até piora, pois o valor das ações da tal megaempresa derrete.  Aí os pequenos acionistas veem seu modesto patrimônio virar pó. E o efeito dominó na economia e no mercado financeiro não para. A outra peça derrubada é o pequeno aplicador que, de perfil conservador pois é avesso a correr riscos, tem seu dinheirinho em fundos conservadores. Aqueles que têm em sua carteira de investimentos ações como as da mega e “sólida” empresa, aquela que dá lucro só no papel. Ah e no bolso de 2 ou 3 celebridades da Forbes, a “playboy” do neoliberalismo!

O dominó acabou? Infelizmente não. Além dos pequenos acionistas e micro aplicadores do mercado financeiro tem mais gente afetada. Para a megaempresa, que na verdade dá prejuízo, manter suas atividades operacionais ela precisa de recursos certo? Sim, e aí entraram os empréstimos bancários. Um terço da dívida da Americanas, ops da megaempresa, é CEF, BNDES, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e FINEP. Bom, concordata ou recuperação judicial deferida o mico cai no colo dos bancos públicos e da estatal de fomento de projetos com dinheiro público (FINEP) . Sim meu paciente leitor e cidadão brasileiro o prejuízo chegou em nós!

Política? Ah golpe militar não saiu porém o econômico sim! Mas como política e economia andam de braços dados, para o bem ou para o mal, ao “apagar das luzes”, precisamente dia 21.12.2022, o governo do genocida, aquele que compra vibrador no cartão corporativo, concedeu, via Caixa Econômica Federal, empréstimo de R$ 450 milhões à Americanas, do Brasil! Da Pátria, Deus e família, deles!

O filho da mãe!

O Palmeiras deu férias para minha televisão. Desde o hendeca ando meio afastado da telinha. Acompanhei a Copa do Mundo de soslaio. Apesar de que tive um ímpeto nacionalista, calma não cheguei a vestir a canarinho, quando o Pombo deu as caras. Até porque ele era um verdadeiro oásis de cidadania naquele time. Mas acho que cortaram as asas dele. Afinal ele vinha se destacando mais que as grandes e legítimas "lideranças" do time. O sonegador e o tocador de pandeiro, que nas horas vagas estupra jovem espanhola em banheiro público.

É verdade que a Argentina de Messi e sua torcida empolgaram e protagonizaram contra a França de Mbappé a melhor final de Copa do Mundo que já assisti. As alternativas, chances e reviravoltas no placar de fato tornaram o jogo em confronto histórico. O título acabou premiando toda a carreira de Lionel Messi, que comemorou sob as bênçãos de Dio Dieguito. O argentino petista e fã do Lula. Lá vem… mano do Céu o assunto é Palmeiras, televisão, Copa do Mundo ou política??

Nenhum deles. O tema é Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros! Se bem que por falar, de passagem, em TV, política e Argentina assisti “Argentina 1985” com o Darin, o papa do cinema portenho. O filme é espetacular. Meu sonho de consumo para o Brasil 2018-2022. Quem sabe? Uma ponte aérea Orlando-Bangu. Parei... por ora!!

Mas enfim, e mais importante, dia desses vi o documentário “Filho da mãe” que narra a trajetória do ator, diretor e roteirista Paulo Gustavo. A Dona Hermínia! Verdade, o Paulo é um filho da mãe! Com o talento da mãe, do pai, do filho e do Espírito Santo. Amém! Chorei de rir e chorei de chorar! Sim, algumas pessoas têm o talento de fazer isso com a gente!

Há uma matéria no curso de Letras chamada Linguística. Acho que cabe a definição aqui né? Pois nem todo mundo é louco a ponto de gostar de Letras! Aí vai… “linguística é a ciência que tem por objeto a linguagem humana em seus aspectos fonético, morfológico, sintático, semântico, social e psicológico”. Aprendi com um professor que na linguística o que conta é a perfeita comunicação entre o emissor e o receptor da mensagem, independente da forma como ela se processe.

O Paulo estabeleceu essa tal perfeita comunicação conosco, seus receptores de carteirinha. A sua “literatura” foi ao mesmo tempo simples e brilhante. Ele não foi militante mas assumiu, a partir da sua própria vida, corajosas posições políticas. Não foi filósofo nem sociólogo, mas a partir de um tema comum e cotidiano, a relação entre mãe e filho, fez uma profunda reflexão sobre as relações humanas. Com humor, inteligência e sensibilidade.

Além desses adjetivos, o documentário mostrou ainda um homem preocupado com as pessoas, solidário, carismático e generoso. O seu ar zombeteiro, também fora do palco, realmente era arrebatador. Pessoalmente me senti emocionado com algumas coincidências. Ele foi internado no mesmo dia que eu e tive alta dez dias antes da morte dele. Até recordei que quando eu regressava a este planeta, que mesmo eu grogue não me pareceu plano, pude acompanhar o final de sua luta pela vida.

Uma luta infeliz e injustamente perdida. Mas isso não invalida a sua batalha nem o legado que ele deixou. Fica a certeza que além do seu talento, brilho e generosidade, sua morte, como a de outras 700 mil pessoas vítimas da covid, não podem ficar impunes. Assim como a de índios, crianças e adultos, mortos de fome pela irresponsabilidade e perversidade do fujão, hóspede do ex-lutador e atual anfitrião de genocida, José Aldo da Silva. Anota aí Xandão!

domingo, 27 de novembro de 2022

Filosofia chinesa...

Opostos em integração
não bipolares
pois não se alternam
só coexistem
como cabeça e coração

Sol e Lua
escuro da noite
claro do dia
trajada ou nua
tristeza ou alegria

Equilíbrio de razão e loucura
que destinos e amores mistura
antagonismos em harmonia
de forças e energia

Ligações passageiras
superficialidades banais
elos de vidas inteiras
mergulhos geniais

Fúria ou calmaria
intuição ou sabedoria
verso e reverso
ansiedade e euforia
igual ou inverso
dual como a poesia…

sábado, 19 de novembro de 2022

“Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”, Antônio Carlos Belchior

Esse rabisco eu estava devendo para mim. Mas só quis fazê-lo agora, sem dramas ou baixo astral, na boa, de modo catártico, numa espécie de hora da virada. Que confesso para vocês que eu nem bem sabia se um dia iria acontecer. Talvez devesse ter confiado mais em Deus e no meu histórico de superação. As sequelas físicas foram ruins, mas os traumas psicológicos foram punks. Aí vai o cronista de nosocômios...

Isso aconteceu em março do ano passado. Lá estava eu, derrubado, no box do banheiro, com meu currículo de atleta e tudo. Buscava ar e ele não vinha, do jeitinho que o genocida imitou na TV. Lembram? Quem estava do meu lado viu. E me ajudou!  Só que eu morri. Por 17 dias. Só não me perguntem como é o lado de lá. Decepção meus caros leitores, não me lembro de absolutamente nada. Branco total, memória apagada. Igual os computadores do Alvorada pós-eleição. Bom… eu prometi!

Renasci ainda chapado. Mesmo fora do coma, mas ainda na UTI, não sei o que foi verdade ou alucinação. A enfermeira bonita que encostava no meu rosto enquanto eu dormia. Os dois enfermeiros que tagarelavam enquanto um trocava o meu respirador e o outro a sonda da urina. Aliás eu detestava os dois, o respirador e a sonda. A reunião de pelo menos meia dúzia de médicos encapuzados em volta de mim falando coisas em javanês e me olhando como se eu fosse um ET. Talvez tivessem razão.

Naquele momento tudo parecia real, como meu desespero em ver o Xan ser abatido a tiros pelos seguranças do Nove de Julho quando tentava me resgatar, com sua moto voadora, do quinto andar do prédio. Eu tinha certeza de que era refém do hospital. Pode ser que até fosse, mas no terceiro subsolo. Andar blindado e isolado da UTI Covid. E o meu filho me garantiu que nunca andou de motocicleta voadora.

A bronca nos meus rebentos por não entrarem para me ver e ficarem conversando pela “janelinha” do estacionamento que, segundo minha moribunda concepção arquitetônica, ficava ao lado da UTI. Aquela que mal sabia eu ficava nas profundezas da batcaverna. Na verdade, eles estavam em casa e, por videoconferência, foi o primeiro "papo'' com o pai deles depois de 30 dias. Eles lembram de tudo que falei, eu só da "janelinha".

Eu me recordo é de ter falado com o Márcio, meu colega de BB, global officer, chique né!?, do Grupo Ímpar, controlador do hospital Nove de Julho, para negociar com o CEO do conglomerado a minha liberação do cativeiro da Peixoto Gomide. Vocês pensam que é fácil a vida de rabisqueiro, metido a cronista e poeta, na UTI? A usina não para!

Sim, foram muitas alucinações. Mas certas coisas de fato aconteceram. Como a minha queda da maca na porta do elevador da UTI. Enquanto o enfermeiro só virou as costas para mexer em não sei o que eu me levantei da maca, me apoiei nela, rodinhas destravadas, e caí sentado no chão. Ele de fato deu uma bobeada, mas nada que justificasse a admoestação que levou do hospital. Depois, já consciente, eu ouvi dele várias vezes que quase perdeu o emprego por minha causa. Zombetereismo dele à parte, aliás por isso eu o adorava, ele levou uma grande bronca dos meus “sequestradores”.

Depois desse episódio eu algumas vezes fui amarrado. Sim, pelos pulsos à grade da cama. Relaxem, com forte sedação associada. É procedimento padrão para refém inquieto. Aliás, isso deu origem a outra alucinação. Eles pensavam que me derrubavam com a sedação. Ledo engano, eu me lembro bem de ter falado para uma amiga do BB, que não sei o porquê apareceu, toda de branco, seca e penteada, na tela do meu monitor de sinais, para que ela pedisse aos caras para me desamarrar.

Outra “dura” da chefe, dela, levou a enfermeira que, já eu no quarto e consciente, me deixou ficar em pé sozinho, parado mesmo do lado da cama. Foi por insistência minha, bem-feito caí! Aliás ganhei com essas travessuras a pecha de irrequieto e rebelde. Olha que injustiça! Só faltava a Dona Genoveva ressuscitar ali também para falar “esse moleque tem bicho-carpinteiro”

Enfim, pro cabra que não tinha ar, morreu e ressuscitou barbarizando o nosocômio e depois, ao melhorar, não respirava sem aparelhos, não parava em pé, dormia com bota para neuropatia pós-covid, tomava banho sentado, usava fraldas e voltou a andar de andador, aquele troço pra colocar TV em cima, o que são os 18,4 minutos que o separam, provisoriamente, da sua melhor marca dos 10K? Oxi!

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

O Egito, o avião e o Bruxo…

Esse foi psicografado. O rabisco veio em 15 minutos. Se não ficou bom reclamem com o além! É bem verdade que Egito e avião me trazem recordações. Acho até que hoje uma linda egípcia deve ter se lembrado de um petista atrevido que numa noite das arábias invadiu o espaço aéreo dela. E pousou junto com ela! Como percebem o tal petista dela se recordou. Lá vai então o cronista aéreo…

É certo, também, que a coluna do Reinaldo Azevedo no UOL ajudou na crônica. Eis a transcrição de parte da matéria do Reinaldo: Apontem o tipo penal no qual incidiu Luiz Inácio Lula da Silva ao aceitar a carona no jatinho do empresário José Seripieri Filho, na viagem ao Egito, para participar da COP27, e talvez eu possa indicar algum caminho para que o presidente eleito responda por seu... Por seu o quê? Não havendo nada disponível no Código Penal, tentem a Lei da Improbidade Administrativa tão logo se descubra o cargo público ora exercido pelo petista e por que a viagem, por si, evidenciaria ser ele um homem ímprobo. Quem sabe se deva evocar a Lei 1.079, que pune crimes de responsabilidade... Coragem, valentes! Vistam uma camiseta amarela, caiam de joelhos, evoquem os demônios golpistas e proponham o impeachment de Lula antes da posse. Nem seria assim tão original — afinal, em 2018, ele foi, de modo muito particular, cassado antes mesmo de ser eleito.... O destaque sublinhado é por conta deste rabisqueiro.

Este trecho acima foi reproduzido da coluna de hoje do jornalista no UOL intitulada “Com questão fiscal e jatinho, quem tem “mau começo” é a imprensa, não Lula”. Feitos os justos, legais e merecidos créditos, ao que me parece a questão da viagem são águas passadas, ou seriam nuvens passadas? Enfim jatinho no chão vou seguir, por terra, para Sharm El Sheikh. Com certeza minha pilota predileta saberia a exata pronúncia.

Sem querer aborrecer meus bem-informados leitores, mas só a título de contextualização, destaco que a tal da COP27, não confundamos com a Copa da PJ Tite, Sonegador & Cia. Ltda. no Catar, é a 27ª sessão da Conferência das Partes, promovida pela Organização das Nações Unidas. O evento, realizado desde 1995, reúne os líderes de praticamente todos os países globais. Nos últimos anos, as COPs resultaram em alguns dos acordos mais importantes da história, como o Acordo de Paris, na COP21, e a criação do mercado global de carbono, na COP26.

Agora há pouco tive a oportunidade de ouvir, na íntegra, o pronunciamento de Lula no Egito. E como é bom termos um presidente de novo. Aliás, o Luiz Inácio inaugurou uma nova duração de mandato. De quatro anos e dois meses! Mas deixemos a piada de lado, senão algum rezador de muro de quartel dirá que por já ter iniciado seu mandato o Bruxo cometeu a tal da improbidade administrativa pela carona. Mas para esse bolsonarista eu parafrasearia o erudito filósofo Barroso: “perdeu Mané, não amola!”

Mas afinal de contas, o passado, futuro e presente presidente brasileiro mandou ver na COP. Falou de desmatamento, clima, desigualdades sociais, fome e cobrou os ricos! O Bruxo enfeitiçou Sharm El Sheikh, gostei desse nome!, e fez chover. Depois de 7 mil anos de civilização o Egito revê o renascimento da fênix…

sábado, 12 de novembro de 2022

O Mercado e o pobre do “teto”

O finado e ótimo Tim Maia, mago de lucidez embriagante, disse certa vez que “este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita”. Quem vai dizer que o síndico está errado, né Benjor? Não há o que por nem tirar ou deixar fora da frase! Nem a escada do rico, o pobre de direita!

Aliás é impressionante o expressivo número da espécie nas terras tupiniquins, pobres de direita por aqui gorjeiam aos montes. Pendurados em capôs de caminhões, cantando hino nacional para pneu furado, rezando em muros de lamentações de quartéis, fazendo ninho para obstruir rodovias, assembléias de rua para comemorarem a prisão do Xandão ou marchando embaixo de chuva sob o efeito de cloroquina. Pois aceitar o resultado das eleições nem a Cássia… Kis!!

E agora, diante da fala do recém eleito presidente, os “destros pauperis”, em solidariedade ao deusmercado vieram esbravejar sobre temas como teto de gastos e responsabilidade fiscal. É muito domínio do assunto, muita empatia com milionário! A verdadeira cruzada dos perus em defesa da ceia de Natal.

Sem querer dar aula de economia nem doutrinar ninguém, mas fazendo… Pensemos!! Independente de correntes neoliberal ou desenvolvimentista, para o pobre, tem ou não mais lógica um estado de maior participação e gastando mais na economia para corrigir os efeitos da concentração absurda de renda? A responsabilidade fiscal não deve levar em conta a responsabilidade social de um governo? 

Aí é difícil até fazer piada! A inacreditável falta de memória, inteligência e incrível suscetibilidade à manipulação, pela elite, da “destros pauperis”. Ô espécie! Senão vejamos nos 14 anos de governo do PT se deu o maior resgate de brasileiros da miséria e fome, impulso ao desenvolvimento econômico, educacional, em saúde e social das classes mais pobres. Isso tendo conseguido no governo Lula o “grau de investimento”, espécie de selo de bom pagador e de credibilidade para investidores pelas agências de rating. Essas são, em outras palavras, as “avaliadoras” ouvidas pelo deusmercado.

Aí vem a balela da corrente neoliberal de falar que estado forte com maior participação na economia e sem teto para gastar é sinônimo de corrupção e cabide de emprego!! Ah é? No Brasil ou em Portugal? Lá com governo socialista o povo vai bem obrigado! 

Aqui estamos saindo de 4 anos de um governo de extrema direita, com o estado mínimo do privatista do Pato Guedes e corrupção máxima do Clã bolsonaro e de seus cabides milicianos, evangélicos, e das áreas da saúde, educação, etc. Que deixam como saldo orçamento secreto de R$ 16 bilhões, rombo de R$ 400 bilhões, inflação em alta, 33 milhões de brasileiros famintos e 700 mil mortes por ação direta de um genocida.

Desculpem! Agora vou tomar meu chá de boldo… Ou quiçá um bom vinho italiano? Avanti Palestra, o campeão máximo sem teto de títulos!