Se diferenciam em diversos sentidos
Uma salta aos olhos a outra aos ouvidos
Uma acelera a outra acalma o coração
Ambas alteram a cor, o gosto e a respiração
São flores do mesmo jardim
Uma é rosa a outra é carmim
cada uma do seu jeito, imperfeito
cada uma ao seu tempo, respeito
Uma é idade outra maturidade
Uma soma ou subtrai outra só multiplica
Uma não se entende a outra não se explica
Uma é a paixão a outra é o amor e amizade
Uma, a paixão, colore a vida na janela
A outra, o amor, dá sentido a ela...
LA VITA SCRITTA IN VERSI E IN PROSA! Blog criado em abril de 2012.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
CONTRAPONTO
O movimento é o instrumento que toca a vida
som, harmonia e equilíbrio que vem da lida
e o repouso é o desconserto do movimento
parado então neste momento... só pensamento
Lutar! Correr contra o vento, nadar contra a correnteza
mas também saber aceitar o que vem da natureza
seja o que for, no amor ou na dor, que a paciência
não seja fuga ou conformismo e sim consciência
Pois quando se corre pulsam as veias e o pulmão
quando se estanca só se ouve a mente e o coração
que dão o tom e o valor da calma e serenidade
mas sem esquecer que a criação é um ato de ansiedade...
som, harmonia e equilíbrio que vem da lida
e o repouso é o desconserto do movimento
parado então neste momento... só pensamento
Lutar! Correr contra o vento, nadar contra a correnteza
mas também saber aceitar o que vem da natureza
seja o que for, no amor ou na dor, que a paciência
não seja fuga ou conformismo e sim consciência
Pois quando se corre pulsam as veias e o pulmão
quando se estanca só se ouve a mente e o coração
que dão o tom e o valor da calma e serenidade
mas sem esquecer que a criação é um ato de ansiedade...
domingo, 27 de outubro de 2013
AS ROSAS DE OUTUBRO
Tenho certa resistência em embarcar nessas campanhas de ocasião com viés de divulgação comercial. Mas alguns assuntos são tão relevantes e fundamentais que se sobrepõem a interesses menores de qualquer outra natureza.
Enfim, conforme asseverou Fernando, o Pessoa, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Creio que esse seja o caso da campanha de prevenção do câncer de mama. “Outubro Rosa”.
Também tenho prevenção com ditados, dogmas, rótulos e frases prontas. Acho pouco criativos, massificados e bitolados. Porém, a maturidade me ensinou a, pelo menos, respeitar a sabedoria popular. Senão, vejamos essa experiência da vida. Sexta-feira, por volta do meio-dia, 05 de agosto de 2005, Hospital A. C. Camargo, em São Paulo (SP). Segurando a minha mão, uma guerreira, sem pintura e sem armas, já inconsciente, me ensinou que o “último suspiro de vida” é muito mais do que uma simples frase retórica.
Durante seis outubros, essa mulher corajosa travou uma luta incansável e sem tréguas contra um inimigo violento e sorrateiro. Defendeu-se à luz do dia de ataques às escuras. Batalhou com garra, mas com muita fé e serenidade, tocada na alma pareceu atingir uma espécie de Nirvana. Paro por aqui! Com certeza mais detalhes nada acrescentarão a essa narrativa. Pois só trago até aqui essa história, com todo o valor e emoção que carrega para mim, para prestar uma homenagem, ou talvez até mais do que isso, um tributo a uma dessas rosas de outubro.
De minha parte sigo em frente aprendendo com elas e por elas. Pois, de mãe para filha, pelo meu caminho passaram, e ainda passam, não só essa, mas também outras rosas de outubro. E assim como uma espécie de escrita ou de sina, a vida se repete e me ensina como podem essas mulheres, “frágeis” meninas, se reinventarem para diante da dor se mostrarem tão femininas.
E por isso, diante de mais uma de outras tantas internações, eu, mesmo que a distância, mas não ausente, mesmo que se não fisicamente presente, mas sempre em coração e mente, quero especialmente falar de uma Rosa desta primavera, da irmã de qualquer estação, que simboliza e traduz, com sua coragem, determinação e luta, todas e cada uma dessas Rosas de Luz.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
SEM MEIAS PALAVRAS...
Ele, o poeta, não é para-raios é antena
Da feiura de Tróia ou da beleza de Helena
não é delicado e cortês por condição
muito menos comedido e fiel por obrigação
É irreverente e irrequieto por vocação
Transgressor e indiscreto por opção
É Romântico e sonhador por crença
Sedutor e apaixonado de nascença
Poesia não é consolo nem muleta
Poeta não merece busto nem estatueta
Não é modelo, padrão ou referência
Ora... arte não é ciência
Poeta não escreve manual de autoajuda
não é vaso, nem flor sequer uma muda
mas respira e vive a vida até o talo
com a mente, o coração e com o falo...
Da feiura de Tróia ou da beleza de Helena
não é delicado e cortês por condição
muito menos comedido e fiel por obrigação
É irreverente e irrequieto por vocação
Transgressor e indiscreto por opção
É Romântico e sonhador por crença
Sedutor e apaixonado de nascença
Poesia não é consolo nem muleta
Poeta não merece busto nem estatueta
Não é modelo, padrão ou referência
Ora... arte não é ciência
Poeta não escreve manual de autoajuda
não é vaso, nem flor sequer uma muda
mas respira e vive a vida até o talo
com a mente, o coração e com o falo...
domingo, 25 de agosto de 2013
PIT STOP ESTÉTICO
Outro dia almocei em companhia de duas jovens e talentosas funcionárias da empresa em que trabalho. As senhoras XYZ e YZX. Aliás, o senhor ZYX completava a nossa mesa. Se a refeição foi num local trivial, os assuntos não o foram. De a A a Z versamos sobre a mais variada gama de temas. Dos mais leves até os mais indigestos. Vou me ater a um deles. A reinvindicação de ambas de que precisariam de meia hora da segunda-feira, preferencialmente na parte da manhã no horário comercial, para manterem as unhas das mãos pintadas e em bom estado de conservação.
Achei bastante razoável o pleito. E fui mais além, disse que os pés e suas unhas também mereciam a mesma atenção, ainda mais no verão. Noto que hoje é muito comum as moçinhas calçarem rasteirinhas e mesmo havaianas (não cobrarei pelo “merchan”) no trajeto até o trabalho antes de subirem no salto. Eu, particularmente, acho um hábito saudável, mas que exige das moçoilas cuidado redobrado com os pézinhos.
Cheguei a sugerir a minhas colegas uma manifestação na Av. Paulista para reinvindicar esse direito. Pauta pertinente para o bom desempenho profissional dessas valentes trabalhadoras de dupla jornada. Seria importante, também, para manter o status de “manifestódromo” da avenida mais democrática de Sampa. Dia desses houve uma manifestação aqui na Paulista contra o governador do Rio de Janeiro, o Cabral. Mas será o Benedito?
Aliás, manifestante de outros carnavais, bem mais cinzas, não resistirei a uma observação. Esses movimentos difusos e acéfalos terminaram do mesmo jeito que começaram, sem dizer a que vieram e para aonde queriam ir. Mas enfim bateu saudades do shopping center, do Playstation 9, do Mac Donald´s, de outras “azarações” e das férias de julho na Disneylandia na galerinha do Iphone...
Mas voltemos ao tema central do meu almoço comercial, os cuidados estéticos da mulher trabalhadora. Apesar de boa e defensável, fiquei pensando se essa ideia do pit stop estético nas manhãs das segundas-feiras não provocaria um grande reboliço nos salões de beleza. Introduziríamos um grande e novo pico sazonal no segmento. E o exército de manicures que seria necessário para dar conta dessa demanda! Aliás, uma curiosidade acerca dessa profissão, manicure “fazer os pés” é desvio de função?
Mas tudo isso é contornável e não pode inviabilizar a justa reinvindicação. Afinal, a presença da mulher cresce no mercado de trabalho. Elas galgam postos de comando e estratégicos, e elegância, charme e feminilidade combinam sim e muito bem com talento, sensibilidade e inteligência. E convenhamos, se até os “bolinhas” estão se cuidando mais e melhor porque as “luluzinhas” deveriam deixar de fazê-lo? Meninas, à Av. Paulista !!!
sábado, 20 de julho de 2013
TRUTAS, SMARTPHONES E CASAMENTOS
Outro dia degustei uma deliciosa truta na brasa às margens do Paraíba do Sul, em Guararema. Para quem não é de Sampa, cabe esclarecer que Guararema é uma charmosa cidadezinha dista 70 quilômetros da Capital. Joiazinha da próspera região do Vale do Paraíba, muito bem cuidada, exemplarmente limpa e florida. O restaurante, ao ar livre, é de extremo bom gosto, com um agradável deck à beira rio. Pronto... o guia gastronômico encerra-se por aqui!!
Na mesa ao lado da minha estava um bem jovem e bonito casal, devidamente aliançado, que despertou a atenção e o senso de observação deste cronista de botequim, ou melhor de restaurante!! Ambos chegaram e de imediato sacaram seus smartphones iniciando assim, cada um deles, uma navegação, solitária e conjunta, pelo mundo digital. Os olhos verdes da moça nunca cruzavam, nem de relance, com os olhos sei lá de que cor do rapaz. Conversa? O silêncio era sepulcral.
Durante o encontro, não casual, do casal, naquele local, a viagem de ambos pelo mundo virtual só foi interrompida duas vezes, sempre pelo intrometido garçom, na primeira para que os pombinhos high tech’s fizessem o pedido do prato e na segunda para que pudessem pagá-lo. Fico pensando se não seria uma imperdoável falha da casa o fato de o garçom não portar também o seu smartphone.
Compartilhei com a minha amiga, e companheira de truta, essa minha observação. E entre um assunto e outro que conversamos durante a nossa refeição, que coisa antiquada né!?, filosofamos um pouco sobre a influência da banana na vida sexual dos macacos e a do smartphone na dos humanos. É óbvio que no transcorrer de nosso almoço, entre todos os temas discorridos, eu e ela, mais eu do que ela, recebemos torpedos em nossos smarts. Mas nada que impedisse que eu a perguntasse como vai a vida e ela, pasmem, pudesse responder. E, pasmem ainda mais, vice-versa!!
Outra característica do lugar, não original mas sempre bem interessante, eram as duas opções de serviço para o tradicional cafezinho. O nosso produto de exportação poderia ser consumido à mesa de refeição ou em outra área do restaurante em mesinhas especialmente instaladas para esse fim. Eu e minha companheira de almoço resolvemos “explorar” esse segundo ambiente.
Lá, na cafelândia, dei de cara com o casal "smartphonico" e, ainda que de soslaio e furtivamente, fui fitado pelos lindos olhos verdes da moça, tempo suficiente para que eu fosse embora divagando sobre o porquê eles, tão verdes e vivos, merecem menos atenção do que a tela touch screen do bibelô cibernético que carrego no bolso.
domingo, 30 de junho de 2013
SEU SORRISO NÃO PODE APAGAR...
Como de hábito, hoje despertei cedo. Ainda meio que sonolento e atordoado, também como de costume. Acordei sob o impacto de uma preocupante notícia. Minha companheira estava sem roupa. E longe de mim! E não se trata de metáfora, força de expressão ou sentido figurado. Encontrava-se distante geograficamente! Remotamente afastada deste agora apreensivo escriba.
Atônito, perambulei pelo quarto à procura de uma saída ou quem sabe de uma entrada... Ainda toquei a cama, ao lado de onde eu dormira, assim como que procurando alguém, que sabia que lá não estava. Incrédulo, apanhei de novo o celular, reli a mensagem e uma vez mais fui torpedeado por aquela bombástica notícia: “sumiu minha bagagem”. Será que o piloto também havia sumido??
Relutante, voltei à cama e tentei dormir mais um pouco. Triste tentativa, tive êxito! E sonhei, ou melhor “pesadelei”. Nele, toda a tripulação de uma certa aeronave de uma determinada companhia tupiniquim dançava o "créu" em trajes íntimos. Tudo isso no palco de uma boate chamada "Gol contra" na Pampulha, terra do Sr. Aécio Neves, rival do Sr. José Serra na disputa pela indicação como candidato à presidência pelo PSDB em 2010. Mas o que interessa isso agora??? Voltemos ao “créu”!!
As aéreas moças daquela intrépida tripulação, além dos topetes impecáveis, usavam trajes menores que tinham como acessório uma espécie de "meia manga", branca de lycra, alegoria braçal criada por um estilista celestial, um tal de Constantino Armani. Este, além de modista, parecia ser também uma espécie de animador daquele festivo grupo. Algumas moças desfilavam de odaliscas, com mascaras de oxigênio, enquanto outras empurravam carrinhos alegóricos, servindo aos frequentadores da casa noturna, barras de cereais light, balas de café com adoçante, suco de laranja do Paraguai diet e palitos de dentes reutilizáveis.
Depois de alguns acordes daquela "obra-prima" do cancioneiro popular dei um pulo da cama e “créu”... sacudi. Ufa! Foi um sonho, transpirando conclui. Ainda aturdido pelos devaneios do soturno cochilo, voltou-me à mente a preocupação com minha companheira sem vestes. Vesti-me - não extraviaram meu guarda-roupa - e fui trabalhar, pois à aquela altura, de não sei quantos pés, só me restava xingar o “mala” que criou o infalível sistema de transporte de bagagens dos aeroportos verde-amarelos. Good trip!
Assinar:
Postagens (Atom)