quarta-feira, 8 de abril de 2026

O insustentável fardo do não ser...

Outro dia eu li numa numa dessas redes sociais da vida de um daqueles brasileiros que esbarramos no dia a dia uma frase que bem os define. “Eu não me preocupo com isso, a vida não é só política”. Será?

Eu perguntaria em que canto da vida a política não está presente? No trabalho e nas suas relações, no empreendedorismo ou no desemprego? Na saúde ou na falta dela? Na educação ou na sua ausência? Na segurança pública, no assalto, estupro ou feminicídio? No lazer, nas viagens ou no rolê? Na cultura ou na falta dela? Na revolução tecnológica ou em quem tem acesso a ela? No namoro, na trepada (desculpem os puritanos), no casamento ou na separação?

Eu diria que a política só não é importante para quem transfere para os outros todas as decisões de sua vida. O assunto por muitas vezes é indigesto, mas é mais espinhoso ainda pela alienação, ignorância e descaso de muitos. A atitude ou falta de atitude de um reflete na vida de todos.

Essa mesma turma costuma usar a seguinte máxima: “político é tudo igual”. Muitos arrependidos em votar no Jair Bolsonaro usam essa frase para se isentar da responsabilidade da besteira que fizeram. Acabou qualquer argumento que justificasse a escolha deles. Reconhecer o erro e tentar aprender? Nem pensar! O Jair é ruim porque todos os políticos são assim, por isso na próxima eleição votam no Flávio, o seu espelho e herdeiro. Isso é piada? Não, o brasileiro que o é!

Esse tema me remete para o que considero o pior tipo de analfabetismo. Apesar da grande redução, ainda há no Brasil cerca de 9 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. São brasileiros vítimas de um sistema educacional elitista. 

Só que o analfabetismo político é a pior modalidade. Ele é o pai de todos os analfabetismos. Esse tipo de analfabeto é uma bomba-relógio ambulante, mal informado e manipulado, não sabe nada, acha que entende de tudo e suas escolhas políticas além de não os beneficiarem  prejudicam a vida de todos, menos de uma pequena e super-rica elite, é claro.

Há hoje no mundo o triste avanço da extrema-direita. Por aqui encontramos no bolsonarismo a sua versão tupiniquim. Essa extrema-direita com nomes e ideias que nada ficam devendo ao nazismo. Ou alguém em sã consciência acha que as invasões de países e genocídios de inocentes e crianças promovidas por Trump e Netanyahu os tornam muito diferente der Führer? E olhem que me refiro apenas aos desmandos políticos do cidadão, nem estou relatando os absurdos criminosos que o Laranjão e seu amigo Epstein cometiam, em suas vidas privadas, com crianças e meninas adolescentes. Pelo que me consta, nisso ele supera até o próprio Hitler.

Por isso, talvez além de política, o brasileiro precisasse também estudar um pouco de história. Nem vou falar de economia, apesar da importância dela na nossa vida, porque aí já é coisa de maluco mesmo. Se bem que tem muito brasileiro virando “doutor em economia” aprendendo com páginas "especializadas" como fofoquei, alfinetei, fakenewsnei e com o bom e velho grupo de zap das tias…